Com Ibovespa próximo dos 150 mil, J.P Morgan vê a bolsa brasileira passando dos 155 mil pontos
Ao contrário do que as projeções de início de ano indicavam, a bolsa brasileira vive um momento de bonança. Com uma alta superior a 20% desde janeiro, o Ibovespa se aproxima da marca dos 150 mil — algo impensável até pouco tempo atrás.
Há pouco, a bolsa renovou o seu topo histórico, em alta de 1,11%, aos 149.058 pontos.
Apesar do momento favorável ter pego muitos agentes do mercado de surpresa — e muitos apontarem que a “foto” pode ser melhor do que o “filme”, já que o movimento é patrocinado pelo apetite estrangeiro por ações de países emergentes —, há quem acredite que há espaço para mais. E nem será preciso esperar tanto.
Em relatório para clientes divulgado nesta quarta-feira (29), os analistas Cinthya Mizuguchi e Emy Shayo Cherman reforçaram a estimativa de que o Ibovespa deve fechar próximo do alvo estabelecido de 155 mil pontos. Até lá, basta uma alta de 4,7% para que o cenário se materialize.
Para o banco americano, três elementos reforçam a tese. O primeiro diz respeito à queda na inflação e nas expectativas do mercado, o que deve levar o Banco Central a agir, com cortes mais rápidos na Selic.
O segundo ponto leva em consideração o cenário internacional, já que é esperado que o Federal Reserve, nos Estados Unidos, continue a cortar juros. Para finalizar, os analistas também apontam para possíveis melhorias no campo comercial — seja entre EUA e China ou com relação ao Brasil.
Apesar do cenário otimista, alguns riscos seguem no radar. É o caso da possibilidade do dólar voltar a se fortalecer, uma temporada de balanços com resultados fracos e uma deterioração do cenário fiscal — por mais que diversos outros especialistas apontem que esse deve ser um tema que só voltará aos holofotes em 2026.
Destaques e decepções
Para os analistas do banco, algumas empresas se destacam nessa reta final do ano. Confira algumas das apostas (e decepções):
- Maior vantagem para 2026: Simpar, Localiza, Gerdau, Bradespar, CBA, Marcopolo, Mahle Metal Leve,
- Piores desempenho do ano: Randon, São Martinho, Brava Energia, PetroReconcavo, Klabin, Suzano, WEG.
- Nomes mais baratos: Simpar, Cyrela, Santander Brasil, Mahle Metal Leve, Azzas 2154, Ser Educacional, EzTec, Yduqs.
- Maior crescimento de lucros para 2026: Embraer, Inter, Nubank, Yduqs, Smartfit,M Dias Branco, Copel, Dlocal.
- Maior ND/EBITDA: Neoenergia, Energisa, Motiva, Alupar, Klabin, Simpar, Vibra Energia, Copel.
Fonte: Forbes Brasil

