Por Agências Internacionais
22/05/2023 05h02 Atualizado há 5 horas
Em meio ao ritmo mais acelerado da deterioração de sua relações com os EUA e seus aliados, a China baniu ontem produtos da fabricante de chips de memória Micron Technology no país.
O órgão regulador do ciberespaço da China disse que os produtos fabricados pela empresa americana tinham sido reprovados em sua vistoria. “A revisão constatou que os produtos da Micron apresentam sérios riscos de segurança de rede, que por sua vez representam riscos significativos à segurança da cadeia de suprimentos de infraestrutura de informações críticas da China, afetando a segurança nacional do país”, disse, em nota, a Administração do Ciberespaço da China (CAC, na sigla em inglês).
A Micron disse que recebeu o aviso da CAC sobre a conclusão de sua vistoria dos produtos da empresa e “espera continuar a se envolver em discussões com as autoridades chinesas”. A CAC não forneceu detalhes sobre quais riscos havia encontrado nem quais produtos da Micron seriam afetados.
Os governos de EUA e China estão em uma disputa sobre a tecnologia de componentes sensíveis e microprocessadores há meses. Washington impôs uma série de controles de exportação de tecnologia de fabricação de chips para a China e agiu para impedir que a Yangtze Memory Technologies, rival da Micron, compre alguns componentes de alta tecnologia.
A decisão de Pequim ocorreu também logo após os líderes do G-7 emitirem advertências mais duras à China durante a reunião anual de líderes globais em Hiroshima, no Japão.
Em abril, a Casa Branca pediu à Coreia do Sul que orientasse seus fabricantes de chips a não preencher nenhuma lacuna de mercado na China se a venda de produtos da Micron fosse restrita.
A China é um mercado importante para a Micron. A China continental e Hong Kong geraram 25% de sua receita de US$ 30,8 bilhões no ano passado, segundo uma testemunha familiarizada com o assunto.
Fonte: Valor Econômico
