A China anunciou um plano abrangente para impulsionar o consumo por meio da melhora de serviços, em meio a uma desaceleração da indústria.
O Conselho de Estado do país divulgou uma proposta de 20 pontos com o objetivo de elevar a qualidade dos serviços nos setores de restaurantes, turismo, entretenimento e cuidados com idosos. As medidas do governo foram seguidas de uma sondagem junto a gerentes de compra realizada pelo grupo Caixin, que mostrou que o setor de serviços registrou expansão pelo 19º mês consecutivo em julho.
A recuperação dos gastos do consumidor após a pandemia na China perdeu força este ano, e as vendas no varejo aumentaram no ritmo mensal mais lento desde dezembro de 2022 em junho. Um mercado de trabalho fraco e uma perspectiva de renda incerta têm impedido os consumidores de comprar bens, mas os chineses têm se mostrado mais dispostos a pagar por serviços.
Os principais líderes da China prometeram fazer do aumento dos gastos do consumidor um foco maior da política e destacaram o setor de serviços em uma reunião do Politburo na semana passada. O crescimento das vendas no setor de serviços tem ultrapassado os de bens desde que o governo começou a divulgar os dados em julho do ano passado, ressaltando uma mudança no comportamento do consumidor.
A participação do setor de serviços na economia chinesa cresceu de forma constante nas últimas décadas até que a pandemia interrompesse várias atividades.
O Fundo Monetário Internacional tem recomendado a China que expanda o setor de serviços, que representa pouco mais de 50% da economia, muito abaixo da média de 75% das economias desenvolvidas.
A alocação de capital e mão de obra tem sido cada vez menos eficiente no setor de serviços, que ainda enfrenta muitas restrições e obstáculos regulatórios, disse a equipe do FMI em um artigo na semana passada.
Fonte: Valor Econômico
