Por Valor — São Paulo
20/07/2023 09h50 Atualizado há uma hora
A China bateu recorde de importação de petróleo da Rússia no primeiro semestre deste ano, movimento intensificado devido a sanções ocidentais que fizeram com que empresas russas vendessem petróleo com desconto para escoar a produção local após a perda de importantes clientes na Europa
Nos primeiros seis meses de 2023 a China importou em média 11,4 milhões de barris de petróleo por dia, uma alta de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado e uma alta de 15,3% em relação aos níveis de importação pré-pandemia, segundo levantamento do “Financial Times” (FT).
Somente no mês de junho a China importou 2,57 milhões de barris por dia, quebrando recorde estabelecido em maio, um indício de que a aproximação comercial entre os dois países deve se intensificar ainda mais nos próximos meses.
A alta na compra de petróleo russo pela China fez com que a Rússia se tornasse a principal fornecedora de petróleo para o país asiático. No primeiro semestre de 2023, a China importou 2,13 milhões de barris por dia da Rússia, à frente de 1,88 milhão de barris por dia comprados da Arábia Saudita, que antes da guerra era o principal fornecedor do produto para a China.
Dados comerciais da China compilados pelo “FT” mostra que as importações russas têm sido mais baratas do que as de outros países da Opep+ desde o início da guerra na Ucrânia.
Em comparação com o preço do barril de petróleo vendido pela Arábia Saudita, o petróleo russo teve um desconto de US$ 9 por barril no final de 2022 e de US$ 11 por barril em junho.
Fonte: Valor Econômico

