14 Mar 2024
As emissões brasileiras no exterior já ultrapassaram US$ 9 bilhões em 2024 e a expectativa é de que o número continue subindo, segundo especialistas consultados pelo Broadcast. No ano, as projeções vão de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões. Os investidores estrangeiros estão bastante receptivos neste momento aos emergentes, que oferecem mais retorno do que os “bonds” (títulos de crédito) americanos de maior risco. A oferta de papéis por esse grupo, assim como os “bonds” americanos com grau de investimento, já tem sido muito grande e provocado a compressão dos prêmios, diz o executivo de um banco estrangeiro que preferiu não se identificar. “Veremos emissões de companhias que já são frequentes nos meses de abril e maio e de estreantes a partir do meio do ano”, afirmou.
- RARO. Nenhum emissor brasileiro captava ao prazo de 30 anos desde 2020. A Raízen pagou um prêmio de 6,95% ao investidor para captar em 30 anos e de 6,45% ao prazo de 10 anos. As emissões de 3R Petroleum e da Ambipar, que chegaram no mercado externo de dívida em janeiro, devem favorecer a chegada de outras estreantes. Ambas tiveram demanda saudável, o que potencializa a apresentação de novas companhias. A 3R Petroleum captou US$ 500 milhões e a Ambipar, US$ 750 milhões.
- SETORES. Infraestrutura está entre os setores que podem apresentar emissões no exterior, a partir da regulamentação dos “bonds” incentivados. Nesse grupo estão empresas de energia, saneamento e rodovias. São companhias que têm seu caixa majoritariamente em reais, o que exige que travem a oscilação do dólar por meio de operações de “swap”, que não são muito baratas. “A isenção prevista para o emissor deve permitir que acessem o bolso do estrangeiro a um custo melhor”, disse outra fonte.
Fonte: O Estado de S. Paulo
