O BRB vendeu ontem um bloco de 30 milhões de ações da farmacêutica Biomm, a R$ 7,35 por papel, levantando recursos adicionais da carteira que tomou do Banco Master. A transação movimentou R$ 220,5 milhões e o BRB ainda manteve uma posição de cinco milhões de ações da companhia mineira.
O comprador dos papéis foi a Alaska, gestora de Luiz Alves, que deve tomar o direito ao assento no conselho que o Master tinha, apurou o Pipeline.
Alves está de olho na expansão da companhia que fabrica insulina e dobrou a receita no último ano. A biotech negociou contrato para fornecimento ao SUS, o que pode dar outro salto no faturamento. O gestor ficou conhecido, entre outras operações, por surfar a disparada de ações do Magazine Luiza, na virada de digitalização da companhia – e realizou os lucros antes da correção.
A Biomm tem como chairman Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Albert Einstein e atual presidente do conselho do hospital, e um dos acionistas de referência é o ex-ministro e empresário Walfrido Mares Guia, que também está no board.
A companhia também quer entrar no mercado de canetas emagracedoras. A Biomm tem um acordo com a farmacêutica indiana Biocon para distribuir no Brasil um medicamento similar ao Ozempic.
Essa foi a segunda monetização mais relevante do BRB de ativos que herdou do Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro. Há duas semanas, o banco de Brasília fechou um acordo com a Quadra capital para alocar carteiras e ativos em um FIDC, recebendo cotas e cerca de R$ 4 bilhões em pagamento. Esse arranjo inclui outras posições em ações, como Oncoclínicas e Ambipar.
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Fonte: Valor Econômico