Por Gabriel Caldeira, Eduardo Magossi, Igor Sodré e Letícia Simionato — De São Paulo
18/05/2023 05h02 Atualizado há 7 horas
Ativos de risco no exterior responderam bem a sinalizações mais positivas de lideranças dos EUA sobre a possibilidade de chegarem a um acordo para elevar o teto da dívida do país nos próximos dias. As bolsas de Nova York e o petróleo subiram após uma jornada negativa na véspera, mas os ganhos do dólar e dos rendimentos dos Treasuries ainda sugerem alguma cautela entre investidores.
O índice Dow Jones fechou em alta de 1,24%, o S&P 500 subiu 1,19% e o Nasdaq avançou 1,28%. Já os contratos mais líquidos do petróleo WTI e Brent fecharam com ganhos de 2,89% e 2,74%, respectivamente.
Na renda fixa, o juro da T-note de 2 anos terminou a sessão em alta a 4,169% e o da T-note de 10 anos subiu para 3,570%.
Por fim, o índice DXY do dólar terminou a tarde com alta de 0,30%, a 102,868 pontos.
Após uma reunião entre o presidente Joe Biden e líderes do Congresso dos EUA, as autoridades de Washington emitiram sinais mais positivos sobre o imbróglio que envolve um possível default da dívida americana. A maioria republicana da Câmara exige do governo democrata concessões em termos de gastos para aprovar uma pauta que eleve o teto.
“Estou confiante de que conseguiremos um acordo sobre o orçamento e os EUA não entrarão em default”, disse Biden pouco antes de viajar ao Japão para reunião com líderes do G7.
Até agora, porém, ainda não se sabe como e quando as lideranças fecharão um acordo. “O tempo está acabando: a secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que o governo poderia ficar sem caixa já no início de junho”, lembra a economista-chefe para EUA da High Frequency Economics, Rubeela Farooqi.
Se até o começo de junho não houver uma solução concreta, é esperada muita incerteza, já que a “percepção de risco” sobre a economia americana aumentou muito por conta deste impasse, afirma Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter.
Fonte: Valor Econômico
