O S&P 500 e o Nasdaq subiram, enquanto que o Dow Jones recuou 0,12%, encerrando seu maior período de ganhos desde julho
Por Gabriel Caldeira, Valor — São Paulo
As bolsas de Nova York não conseguiram tomar impulso no pregão desta quarta-feira (8), marcada pela ausência de catalisadores para as ações listadas em Wall Street. Mesmo sem fôlego após o rali recente, os índices S&P 500 e Nasdaq subiram, ainda que modestamente, o que os leva às suas maiores sequências positivas desde novembro de 2021.
O S&P 500 fechou em leve alta de 0,10%, a 4.382,78 pontos, e o Nasdaq teve avanço marginal de 0,08%, a 13.650,41 pontos. O Dow Jones, por sua vez, recuou 0,12%, a 34.112,27 pontos, encerrando seu maior período de ganhos desde julho passado.
Mesmo diante do alívio nos títulos do Tesouro americano (Treasuries) de longo prazo, após uma oferta de T-notes de 10 anos bem-recebida pelo mercado, as bolsas nova-iorquinas não firmaram alta uniforme. Discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed) não trouxeram novidades relevantes ao mercado, uma vez que os banqueiros centrais não trataram da política monetária nos EUA. Amanhã, o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, participará de um painel organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) por volta de 16h (de Brasília).
Destaques
Entre as ações, destaque para a Eli Lilly, que avançou 3,26%, após a entidade reguladora de medicamentos dos EUA aprovar o uso do seu produto Mounjaro para o tratamento de obesidade. Na ponta contrária, a Warner Bros. Discovery tombou 19% após registrar prejuízo líquido maior que o esperado no último trimestre. Os maus resultados da companhia ainda puxaram sua concorrente Paramount, que caiu 7,94%.
Entre as principais ações da bolsa nova-iorquina, o dia foi de bons desempenhos de Microsoft, Apple, NVidia e Alphabet, que subiram de 0,6% a 1,3%, enquanto a Amazon caiu 0,44%. Hubert de Barochez, economista de mercados da Capital Economics, estima que as maiores companhias de tecnologia dos EUA devem desempenhar melhor que o restante das ações no futuro próximo.
“Prevemos que a economia dos EUA vai enfraquecer e entrará em recessão no início do próximo ano. E, suspeitamos que isso afetará as big techs menos do que o restante do mercado de ações, onde as empresas estão mais expostas às condições econômicas dos EUA. Mais adiante, apesar de prevermos que as ações, de modo geral, se recuperarão à medida que as perspectivas econômicas melhorarem, esperamos que o entusiasmo renovado em relação à inteligência artificial significará que o setor de tecnologia continuará superando a maioria das outras ações”, diz o analista.
Fonte: Valor Econômico