Às 7h51 (horário de Brasília) o bitcoin cai 5% em 24 horas, cotado a US$ 70.229, conforme dados do CoinGecko. Em reais, a moeda digital tem baixa de 4% a R$ 369.065, segundo cotação do Cointrader Monitor.
Entre as altcoins, o ether, moeda digital da rede Ethereum, cai 5,8% a US$ 2.176. Enquanto isso, o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, tem perdas de 3,2% a US$ 1,46; a solana (SOL) registra desvalorização de 4,1% a US$ 89,91; e o BNB (token da Binance Smart Chain) recua 3,9% a US$ 646,24.
O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente é de US$ 2,5 trilhões.
Segundo Rony Szuster, head de análise da corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin (MB), as indicações de que o Fed não deve cortar juros tão cedo prolongam o cenário de liquidez mais restrita, o que tende a limitar movimentos mais fortes de alta em ativos de risco como o bitcoin, especialmente no curto prazo.
“O Fed não alterou o cenário de fundo para cripto, mas reforçou um ambiente ainda desafiador no curto prazo. A trajetória da inflação segue como principal driver, com o adicional de risco vindo do petróleo e do cenário geopolítico”, avalia.
Já André Franco, CEO da casa de análise Boost Research, diz que a perda da região dos US$ 74 mil a US$ 72 mil pelo bitcoin indica enfraquecimento de momentum no curtíssimo prazo, com o mercado entrando em fase mais defensiva.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 163,5 milhões, interrompendo uma sequência de sete pregões com entrada de capital.
O principal responsável pelo fluxo vendedor foi o FBTC, da Fidelity, com US$ 103,8 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Já nos ETFs de ether, o fluxo foi negativo em US$ 55,7 milhões. O maior alvo da saída de recursos foi o FETH, da Fidelity, com US$ 37,1 milhões.
Por fim, nos ETFs de solana houve saldo líquido negativo de US$ 300 mil.
Fonte: Valor Econômico