A farmacêutica Bion atribuiu o forte crescimento registrado no início de 2026 ao avanço das vendas de insulina produzida no Brasil e confirmou planos para lançar uma versão genérica da semaglutida, princípio ativo do Ozempic.
Em entrevista, o CEO da companhia, Guilherme Maradei, afirmou que a receita líquida da empresa cresceu 134% no primeiro trimestre após o início da produção nacional de insulina glargina em Minas Gerais.
“A partir desse momento, a nossa receita teve um crescimento significativo”, disse o executivo. Segundo ele, a empresa se consolidou como principal fornecedora nacional de insulina glargina e insulina humana para o SUS e para o mercado privado.
A companhia também informou que já encaminhou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária a documentação para aprovação do genérico da semaglutida. A expectativa é concluir a análise regulatória e iniciar a comercialização em 2027.
Maradei afirmou que a entrada de novos concorrentes deve reduzir os preços dos medicamentos à base de GLP-1 e ampliar o acesso ao tratamento.
“A gente acredita que sim, vai ter uma redução significativa até pelo número de competidores que devem entrar nesse mercado”, afirmou.
O executivo disse ainda que os medicamentos voltados ao controle da obesidade e do diabetes têm potencial para transformar hábitos de saúde no país, especialmente com a ampliação do acesso aos genéricos.
“Esse é um medicamento que vem para melhorar a qualidade de vida e também a saúde em geral da população brasileira e mundial”, declarou.
Além da área de diabetes, a Bion pretende expandir sua atuação em biossimilares voltados para oncologia e imunologia. A empresa também avalia oportunidades de exportação, apoiada na credibilidade internacional da Anvisa.
Segundo Maradei, a produção nacional de insulina ajudou a reduzir o risco de desabastecimento no Brasil após dificuldades enfrentadas nos últimos anos com fornecedores internacionais.
Fonte: Times Brasil | CNBC