Por Bloomberg
21/07/2022 05h03 Atualizado há 3 horas
Enquanto os grandes bancos americanos divulgavam seus resultados do segundo trimestre, os investidores ouviam um refrão comum: “Estamos aumentando as provisões para inadimplência de clientes”. Embora os executivos dos bancos tenham dito que essas eram apenas precauções lógicas para tempos incertos, alguns investidores as viram como sinais de perigo.
Citigroup, J.P. Morgan e Wells Fargo aumentaram suas provisões para perdas de crédito pela primeira vez desde o auge da pandemia. As mudanças contábeis sugerem uma preocupação elevada de que os clientes podem em breve não conseguir pagar suas dívidas. As provisões do Bank of America também aumentaram, depois que o banco fez menos liberações de reservas neste trimestre do que no mesmo período do ano anterior.
Alguns executivos de bancos procuraram tranquilizar o mercado de que as provisões para perdas não significam que uma recessão fosse iminente.
“A economia americana continua a crescer” com um mercado de trabalho e gastos do consumidor saudáveis, disse Jamie Dimon, CEO do J.P. Morgan na semana passada, embora tenha acrescentado que os aumentos dos juros e as restrições geopolíticas sobre as commodities provavelmente terão “consequências negativas na economia em algum momento”.
O Goldman Sachs, que fez provisões para perdas de US$ 667 milhões no trimestre, atribuiu a mudança ao fato de que havia mais consumidores tomando crédito.
Fonte: Valor Econômico

