Um grupo de bancos credores da Raízen está contratando a FTI Consulting como assessora financeira diante do agravamento da situação da produtora brasileira de açúcar e etanol, pressionada pelo elevado nível de endividamento, segundo pessoas com conhecimento do assunto.
O grupo inclui Santander Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, BNP Paribas, Banco do Brasil e Citigroup, entre outros, disseram as fontes, que pediram anonimato por se tratar de informações privadas. Os detentores de títulos da companhia, por sua vez, já contrataram a Moelis & Co. e o escritório de advocacia White & Case como assessores.
O processo formal de contratação da FTI pode levar algumas semanas, afirmou uma das pessoas.
Bradesco, Santander, Banco do Brasil, Citi e Itaú não comentaram. A FTI e o BNP Paribas não responderam imediatamente aos pedidos de posicionamento.
Controlada pelo conglomerado brasileiro Cosan e pela Shell, a Raízen enfrenta o impacto de juros elevados e de uma pesada carga de dívida. As negociações entre os controladores sobre um eventual aporte de capital se arrastam sem desfecho concreto, enquanto os títulos da empresa acumulam forte queda. A companhia também contratou assessores financeiros para avaliar alternativas estratégicas, alimentando especulações sobre uma possível reestruturação mais ampla.
A Raízen sofreu uma série de rebaixamentos pelas agências de classificação de risco. Em 9 de fevereiro, a Fitch Ratings cortou a nota da empresa em oito níveis, citando a expectativa de que o suporte financeiro não será fornecido em prazo razoável ou em montante suficiente. No mesmo dia, a S&P Global Ratings rebaixou o rating da companhia em sete níveis.
O prêmio adicional exigido pelos investidores para manter os títulos em dólar da Raízen supera os 1.000 pontos-base, patamar geralmente considerado indicativo de situação de estresse financeiro.
Fonte: Capital Aberto
