Oito meses após anunciar a venda da CBA, de alumínio, para a Chinalco e a Rio Tinto, a Votorantim negociou a Nexa, de mineração e metalurgia, para a sueca Boliden.
O conglomerado industrial da família Ermírio de Moraes está cada vez menos industrial e mais uma holding de negócios.
No acordo assinado nesta madrugada, o grupo vendeu o controle da Nexa para a sueca Boliden. A operação será feita por meio de troca de ações, tornando o grupo o maior acionista da plataforma global. A Boliden vai quitar os 64,68% que a Votorantim detém na Nexa com 21,4 milhões de novas ações, equivalentes a aproximadamente 7% de seu capital.
A tese de “holding de investimentos” tem transformado boa parte dos negócios de grandes companhias, incluindo a Votorantim, em participação acionária.
No caso anunciado hoje, a Votorantim será acionista minoritária relevante.
Grandes grupos estão seguindo esse racional. O Ultra, com atuação em distribuição de combustível, gás de cozinha e logística, quer seguir esse mesmo caminho, conforme informou o Valor.
Mas esse é um movimento para poucos. A Cosan, de Rubens Ometto, que se define com um grupo que aloca capital, mais do que nunca agora precisa de capital para enfrentar a sua crise. A Raizen, joint venture do grupo com a Shell, enfrenta a maior reestruturação do país.
Muitas empresas nacionais estão hoje ou em processo de recuperação extrajudicial ou judicial. Ontem o Habib’s engrossou essa lista, que arrastou Casas Bahia e Marabraz nos últimos dias.
A Faria Lima acredita que mais empresas seguirão esta linha.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/K/5/6ay5n4SvODWC18JWh4GQ/nexa.png)
Fonte: Valor Econômico