/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2024/m/v/0IGtMrSIO5mL9Oe2NAaw/399279706.jpg)
Com a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central (BC) no lugar de Roberto Campos Neto a partir de 2025, a maior dúvida passa a ser quem será o escolhido para a diretoria de política monetária. A cadeira, ocupada hoje por Galípolo, administra a “execução dos instrumentos das políticas monetária e cambial, com vistas ao atingimento da Meta da Taxa Selic e à preservação do regular funcionamento dos mercados”, como informa o BC.
Em suma, é a diretoria responsável pelas mesas de juros e de câmbio da instituição, em geral ocupada por profissionais com experiência no mercado financeiro. Embora tenha presidido o Banco Fator, Galípolo não tem esse perfil, mas Campos Neto supre hoje essa lacuna, por ter larga vivência nesse campo, como lembra um ex-diretor de política monetária do BC. No SantanderCotação de Santander, o atual presidente do BC foi responsável pela tesouraria global para as Américas.
Nesse cenário, a escolha lógica seria por um nome com experiência de tesouraria, para ter alguém na diretoria que conheça bem o mercado, algo fundamental para operar as mesas de juros e de câmbio em momentos de turbulência — seja doméstica, seja externa. “É o nome que o mercado acompanhará com lupa, após a indicação de Galípolo”, diz esse ex-diretor do BC. Saber como responder a uma crise financeira é uma característica importante para ocupar o posto.
Na sexta-feira, Galípolo teve uma reunião por videoconferência com três nomes do BradescoCotação de Bradesco, para tratar de “assuntos institucionais”, segundo a agenda divulgada pelo BC: Fernando Honorato, economista-chefe do banco, Nilton José, superintendente de tesouraria, e Roberto Paris, diretor-executivo. O nome de Honorato tem circulado como um possível indicado para a diretoria de Política Monetária do BC, assim como o de Paris.
Além de um novo nome para a diretoria de política monetária, que ficará vaga com a ida de Galípolo para a presidência do BC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que indicar nomes para duas outras duas cadeiras. Os mandatos de Otávio Damaso, diretor de regulação, e de Carolina de Assis Barros, diretora de relacionamento, cidadania e supervisão de conduta, terminam em 31 de dezembro deste ano. Para esses cargos, a expectativa é que Lula escolha nomes de carreira do BC.
Fonte: Valor Econômico
