Há interesse, por exemplo, em atração de investimentos em energia renovável, infraestrutura verde, manejo sustentável de florestas, tecnologia e inovação
Por Matheus Schuch, Valor — Brasília
13/04/2023 18h05 Atualizado há 3 dias
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) assinará amanhã uma série de acordos com o governo da China, visando a nova industrialização do Brasil em bases sustentáveis, com inovação tecnológica e investimentos em setores estratégicos. O compromisso faz parte da agenda da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no país asiático,
São três os memorandos sob responsabilidade do Mdic: Cooperação industrial; economia digital; e facilitação do comércio. Todos envolvem discussão sobre a temática ambiental.
Há interesse, por exemplo, em atração de investimentos em energia renovável, infraestrutura verde, manejo sustentável de florestas, tecnologia e inovação.
Segundo o Mdic, o acordo de cooperação industrial tem como ator principal o setor privado e prevê tratativas para investimentos e trocas tecnológicas em mineração, energia, infraestrutura e logística (estradas, ferrovias, portos, gasodutos), indústria de transformação (carros, máquinas, construção, eletrodomésticos), alta tecnologia (medicamentos, equipamentos médicos, TI, biotecnologia, nanotecnologia, setor aeroespacial etc.) e agroindústria.
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Os negócios de Lula na China
Na economia digital, as conversas devem evoluir para a construção de uma infraestrutura econômica capaz de integrar tecnologias interativas inteligentes a atividades como manufatura avançada, circulação de mercadorias, transportes, negócios, finanças, educação e saúde – envolvendo ainda redes de banda larga, navegação por satélite, centros de processamentos de dados, computação em nuvem, inteligência artificial, tecnologia 5G e cidades inteligentes.
O terceiro memorando prevê tratativas para eliminação de barreiras e adoção de boas práticas comerciais e regulatórias em temas de interesse bilateral.
O documento fala ainda em estabelecer canais de comunicação eficientes, apoiar a participação em feiras e agilizar a circulação, a liberação e o despacho aduaneiro.
Fonte: Valor Econômico