Medicamentos e lojas de departamento puxam crescimento do varejo em fevereiro, diz IBGE

As vendas de medicamentos e de lojas de departamento foram as principais influências positivas para o crescimento do varejo em fevereiro, pela análise setorial do desempenho, afirmou o gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Cristiano Santos, ao comentar os resultados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). O volume teve alta de 1% em fevereiro, a segunda seguida, após crescimento de 2,8% em janeiro.

Dois segmentos do comércio foram os que mais pesaram nesse resultado: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (alta de 9,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (alta de 4,8%), onde estão as lojas de departamentos.

No caso de artigos farmacêuticos, foi a primeira alta de vendas após três meses de queda. Neste segmento, o impulso maior veio de medicamentos, enquanto houve estabilidade em produtos de higiene e beleza.

Já o segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico – que além das lojas de departamentos, reúne também as lojas de brinquedos, de esportes e relojoarias – teve a segunda alta seguida, com alta acumulada de 12,1%.

“O que mais puxou o comércio em fevereiro foi o segmento farmacêutico, principalmente a parte de medicamentos, e o uso pessoal e doméstico, com dois meses de crescimento forte. A gente vem de uma base baixa de 2023, por causa da crise das lojas de varejo, que gerou fechamento de lojas físicas. E agora estamos vendo reabertura de lojas”, disse Santos.

Fujifilm investirá US$ 4,5 bilhões até 2028 em fábricas biofarmacêuticas

A Fujifilm Holdings investirá 700 bilhões de ienes (US$ 4,5 bilhões) até 2028 para expandir o seu negócio de fabricação por contrato biofarmacêutico nos Estados Unidos e em outros locais, à medida que as empresas farmacêuticas terceirizam mais para reduzir custos.

A empresa japonesa investirá mais US$ 1,2 bilhão para introduzir equipamentos adicionais em uma fábrica já em construção na Carolina do Norte.

O grupo também planeja expandir os investimentos em outras localidades, incluindo Japão e Europa, com o objetivo de quintuplicar a capacidade total de produção para aproximadamente 750 mil litros até 2028.

Os produtos biofarmacêuticos, que podem atingir células cancerígenas específicas com mais eficácia do que os medicamentos sintetizados quimicamente, são produzidos utilizando engenharia genética e tecnologias de cultura celular.

Dado que são necessários grandes investimentos em instalações para cultivar células, as empresas farmacêuticas estão cada vez mais terceirizando etapas para empresas com essas capacidades, incluindo a Fujifilm.