Brasil propõe perdão de dívidas de países em troca de investimentos em Saúde por conta da crise climática

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que o Brasil proporá o perdão das dívidas de países pobres e emergentes, ou ao menos parte delas, em troca de investimentos nos sistemas nacionais de Saúde. Em entrevista ao Valor, ela afirmou que a ideia está em desenvolvimento em conjunto com o Ministério da Fazenda e que tem como pano de fundo a pressão sobre sistemas como o SUS causada pelas mudanças climáticas.

Nísia fez o anúncio durante sua a COP 28, em Dubai, afirmando que a proposta será apresentada ao longo da presidência do Brasil no G20, iniciada em dezembro deste ano e com término no fim de 2024. O perdão, batizado de “Debt for Health” (“Dívida em Troca de Saúde”, em tradução livre), estará no topo da agenda do Brasil no G20 na área da Saúde no ano que vem, ao lado da proposta da criação de alianças regionais para produção e inovação no setor.

Aquilo que não sabemos, o Ozempic e os seus investimentos

O setor de alimentos e bebidas tem sido tradicionalmente considerado menos suscetível a flutuações econômicas, uma vez que é composto por itens de necessidade básica para a sobrevivência humana, o que significa que as pessoas continuam comprando esses produtos mesmo em tempos difíceis. Até que… chega o Ozempic e aparentemente acentua uma venda disseminada de ações nesse setor.

Com a rápida popularidade dessa nova classe de medicamentos para perda de peso e um alerta de possível correlação do consumo dos medicamentos e menor demanda de alimentos e bebidas pela rede Walmart, surge a percepção de que indivíduos que estão fazendo uso de Ozempic, Wegovy e outros supressores de apetite podem estar influenciando significativamente os hábitos de consumo em geral. Uma pesquisa recente realizada pelo Morgan Stanley descobriu que os pacientes tendem a reduzir as refeições e lanches ao tomar medicamentos para perda de peso, além de consumir menos álcool e bebidas carbonatadas.

Embora alguns índices setoriais dedicados a ações de alimentos, bebidas e tabaco estejam sendo negociados próximos do nível mais baixo em dois anos e meio, ainda é cedo para estabelecer relação causal entre medicamentos inibidores de apetite, demanda estrutural por alimentos e bebidas e, por consequência, desvalorização dos ativos, uma vez que vários setores estão sendo impactados pela reprecificação do juro americano, e também por outros eventos de alto nível de incerteza.

Entenda o que é a síndrome metabólica, que triplica risco de morte por doenças cardiovasculares

Pressão alta, aquela barriga maior que deveria, colesterol alterado e glicose sobrando porque o corpo não está absorvendo direito são alguns dos alertas de que você pode ter uma doença pouco conhecida, mas que atinge a cada dia mais brasileiros: a síndrome metabólica.

Reconhecido internacionalmente por entidades médicas e de saúde, este distúrbio age de forma silenciosa e é capaz de dobrar os riscos de morte gerais, além de triplicar a mortalidade por problemas cardiovasculares no comparativo com quem não têm o problema.

Também conhecida como síndrome x, síndrome de raven e síndrome da resistência à insulina, esse conjunto de alterações foi identificado nos anos 1980 e altera o metabolismo e a parte hormonal. Está diretamente conectada ao acúmulo de gordura no centro do corpo e à resistência à insulina.

FDA aprova tratamentos para anemia falciforme

A FDA, a agência americana que regulamenta remédios e alimentos, aprovou nesta sexta-feira (8) a primeira terapia de edição genética a ser utilizada em seres humanos para a anemia falciforme, uma doença debilitante do sangue causada por um único gene mutado.

A agência também aprovou um segundo tratamento utilizando terapia genética convencional para a anemia falciforme, que não utiliza edição genética.

Para os 100 mil americanos com a doença, a maioria deles negros, as aprovações oferecem esperança de finalmente viver sem uma aflição que causa dor excruciante, danos aos órgãos e derrames.

Embora os pacientes, suas famílias e seus médicos recebam as aprovações da FDA com satisfação, obter qualquer um dos tratamentos será difícil e caro.

Por que alguns idosos preferem maconha a pílulas

Os idosos são uma das populações que mais crescem entre os usuários de cannabis nos Estados Unidos. Enquanto alguns usam maconha há décadas, estudos sugerem que outros estão recorrendo à droga pela primeira vez para dormir melhor, aliviar dor ou tratar ansiedade —especialmente quando os medicamentos prescritos, que muitas vezes têm efeitos colaterais indesejados, não funcionam como pretendido.

Em 2007, apenas cerca de 0,4% das pessoas com 65 anos ou mais nos EUA relataram ter usado cannabis no ano anterior, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde. Esse número subiu para quase 3% até 2016. Em 2022, estava em mais de 8%.