Biotecnologia brasileira em ascensão: a força gerada pela própria natureza
O principal programa governamental está nas mãos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Lançada em 2021, a Rede Brasil-Biotec pretende promover o avanço científico e, para isso, aposta em quatro áreas prioritárias: saúde humana, agropecuária, industrial e ambiental marinha.
A Eurofarma é outra empresa que enxerga grande valor nos esforços da biotecnologia, segundo Martha Penna, vice-presidente de inovação. Ela salienta que o envelhecimento da população tem gerado aumento de doenças oncológicas, neurodegenerativas e de fundo autoimune que podem ser mais bem combatidas com medicamentos biológicos.
Além do desenvolvimento próprio em biotecnologia, a Eurofarma tem outras frentes. Uma delas, em parceria com outras empresas, busca o licenciamento de produtos para fabricação ou venda na América Latina. Uma das parcerias é com a Henlius, farmacêutica chinesa especializada em medicamentos biológicos destinados ao tratamento de diversos tipos de câncer. Na outra ponta, criou a Eurofarma Ventures, fundo corporativo de venture capital focado em biotechs. Ao todo, serão até US$ 100 milhões para investimentos em startups que tenham projetos em fase inicial de descoberta e desenvolvimento de medicamentos.
Esse mercado exige alto investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), o que coloca um grande desafio para as biotechs. A Regenera Moléculas do Mar, que desenvolve soluções utilizando móleculas e micro-organismos da biodiversidade marinha, conseguiu conduzir pesquisas ao chamar a atenção de grandes clientes, entre eles a Eurofarma e a Natura.

