Base articula mudança na PEC do plasma

Uma das hipóteses em discussão é resgatar a redação original do texto, de autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Na versão de Trad, fica estabelecido que a produção de hemoderivados deverá ser direcionada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“A lei disporá sobre as condições e os requisitos para coleta e processamento de plasma humano pela iniciativa pública e privada para fins de desenvolvimento de novas tecnologias e de produção de biofármacos destinados a prover o Sistema Único de Saúde”, dizia o texto original.

Na justificativa, o autor alegou que a matéria busca equacionar “o problema causado pelo desperdício de milhares de bolsas de plasma no Brasil”.

Já na versão aprovada pela CCJ, cujo relatório é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), consta que a produção de medicamentos será destinada a prover “preferencialmente” o SUS. Esse trecho foi muito criticado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), por supostamente poder privilegiar o mercado externo.

O relatório de Daniella também incluiu a palavra “comercialização”. “A Lei disporá sobre as condições e os requisitos para a coleta, o processamento e a comercialização de plasma humano pela iniciativa pública e pela iniciativa privada, para fins de uso laboratorial, desenvolvimento de novas tecnologias e de produção de medicamentos hemoderivados destinados a prover preferencialmente o SUS”, afirma o parecer da senadora.

Nova inteligência artificial identifica tumores cerebrais na mesa de operação

Quando seus bisturis atingem a borda de um tumor cerebral, os cirurgiões se deparam com uma decisão angustiante: cortar um pouco de tecido cerebral saudável para garantir que todo o tumor seja removido ou deixar o tecido saudável bem longe e correr o risco de deixar algumas das células ameaçadoras para trás.

Agora, cientistas da Holanda relatam o uso de inteligência artificial (IA) para fornecer aos cirurgiões conhecimentos sobre o tumor que podem ajudá-los a fazer essa escolha.Um diagnóstico de IA gerado durante os estágios iniciais de uma cirurgia de horas pode ajudar os cirurgiões.

O método, descrito em um estudo publicado na quarta-feira, 11, na revista Nature, envolve a varredura de segmentos do DNA de um tumor por um computador e a detecção de determinadas modificações químicas que podem gerar um diagnóstico detalhado do tipo e até mesmo do subtipo do tumor cerebral.

Esse diagnóstico, gerado durante os estágios iniciais de uma cirurgia de horas, pode ajudar os cirurgiões a decidir a agressividade da operação, disseram os pesquisadores. No futuro, o método também poderá ajudar a orientar os médicos para tratamentos adaptados a um subtipo específico de tumor.
O sistema foi então testado durante 25 cirurgias cerebrais ao vivo, a maioria delas em crianças, juntamente com o método padrão de examinar amostras de tumor em um microscópio. A nova abordagem forneceu 18 diagnósticos corretos, mas não conseguiu atingir o limite de confiança necessário nos outros sete casos. O estudo relatou que os diagnósticos foram realizados em menos de 90 minutos, tempo suficiente para informar as decisões durante uma operação.

Diabetes tipo 2 avança entre mais jovens, segundo médicos

Ainda não há dados consolidados sobre o tema no país. Estudos internacionais, porém, reforçam o alerta. Pesquisa publicada em dezembro no The BMJ com base em dados do estudo Carga Global de Doenças apontou que a taxa de diabetes tipo 2 entre adolescentes e adultos jovens (de 15 a 39 anos) cresceu 56% em todo o mundo entre 1990 e 2019 —passou de 117 casos a cada 100 mil pessoas para 183 a cada 100 mil.

Crésio Alves, chefe do serviço de endocrinologia pediátrica do Hospital das Clínicas da UFBA e presidente do departamento de endocrinologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, lembra que, nos EUA, casos de diabetes tipo 2 em ambulatórios que atendem pacientes já chegam a quase 30%.

“No Brasil, ainda é muito pequena essa proporção. Mas os pediatras, que até pouco tempo nunca diagnosticavam adolescentes com diabetes tipo 2, estão começando a ver”, afirma. Dados do estudo Erica, feito com adolescentes em idade escolar entre 2013 e 2014, encontrou prevalência de 3,3% de diabetes tipo 2 nesse grupo e 22% com pré-diabetes —o equivalente a cerca de 214 mil adolescentes com DM2 e 1,46 milhão com pré-diabetes. Ainda não há dados atualizados para comparação.

Para Alves, apesar de ainda mais rara, a situação serve como alerta para a importância de adotar políticas para tentar frear o avanço da obesidade no país.

“O adulto com diabetes tipo 2 tem evolução mais arrastada. Existem milhares de brasileiros que têm e nem sabem, porque são praticamente assintomáticos. Já a evolução do diabetes tipo 2 em adolescentes é mais rápida e mais agressiva”, diz o médico, para quem o cenário preocupa devido ao risco maior de complicações. “Por isso temos que estar mais atentos em prevenir e controlar a obesidade.”

Parkinson: custo consome metade da renda mensal de doentes

De acordo com a pesquisa, devido ao envelhecimento da população, é estimado que até 2040 pelo menos 17 milhões de pessoas em todo o mundo terão Parkinson, tornando-a a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no planeta. Isso destaca a importância de uma análise aprofundada dos custos para a melhoria do sistema de saúde. No Brasil, estima-se que entre 1% e 3% da população seja portadora de Parkinson.

Esporotricose, transmitida por gatos, está descontrolada

O aumento das ocorrências no país também foi mencionado na nota técnica do Ministério da Saúde, de 2023, que se refere à doença como “um grave problema de saúde pública”.

Apesar de reconhecer a gravidade, pelo fato de a esporotricose não ser de notificação compulsória o órgão não sabe quais estados produzem as estatísticas de casos e mortes e só fornece tratamento a seres humanos —o SUS disponibiliza o medicamento itraconazol e formulações lipídicas de anfotericina B—, segundo a assessoria de imprensa.

Uso indevido de cetamina faz agência EUA emitir alerta

A FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) emitiu um alerta na terça-feira (10) sobre os perigos do tratamento de transtornos psiquiátricos com versões manipuladas de cetamina, um anestésico poderoso que se tornou cada vez mais popular entre aqueles que buscam terapias alternativas para depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático e outros problemas de saúde mental de difícil tratamento.

Medicamentos compostos são aqueles que foram modificados ou adaptados em laboratório para atender às necessidades específicas de um paciente individual.