Consolidação de mercado freia inovação nas farmácias

A inovação nas farmácias convive com um índice baixo de vitalidade. “Obviamente, o varejo farmacêutico vem ganhando protagonismo e rentabilidade. E redes como Raia Drogasil e Farmácias Pague Menos vêm se movimentando para abrir mais unidades e se conectar com startups. Mas o resultado tende a ser ganho de escala para as grandes, mas sensível redução de espaço para a concorrência e uma maior acomodação setorial”, contextualiza Felisoni.

O executivo ressalta que o termo baixa vitalidade não se refere às empresas e suas gestões, e sim ao fato de o setor não absorver novas operações com a mesma intensidade que outros segmentos. “Trata-se de uma dificuldade em função da própria competição, uma vez que a expansão das grandes redes ocupa um espaço geoeconômico bastante amplo, sinalizando uma dificuldade de inserção de novos players”, explica.

Novo medicamento contra diabetes ganha aval da Anvisa

Um novo medicamento contra diabetes tipo 2 recebeu a aprovação da Anvisa. O Jardiance® Duo (empagliflozina + cloridrato de metformina) foi desenvolvido a partir de uma parceria entre as farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly.

O novo medicamento é uma combinação fixa de empagliflozina e metformina, em adição a dieta e exercício físico. Destina-se a pacientes cuja glicemia não foi adequadamente controlada com metformina ou empagliflozina isoladamente ou em combinação com outros medicamentos redutores de glicose, quando o tratamento com ambos os remédios for apropriado ou quando os pacientes já utilizam os fármacos de forma separada .

“Jardiance® Duo chega para completar o portfólio da Boehringer Ingelheim de medicamentos focados no sistema cardio-renal-metabólico. Com isso, reforçamos nosso compromisso de levar novas e modernas opções terapêuticas para os vários tipos de paciente.“, ressalta Dra. Thais Mello, diretora médica da Boehringer Ingelheim.

Compras do SUS têm menos farmacêuticas nacionais

As compras do SUS vêm reduzindo a participação das farmacêuticas brasileiras. A conclusão é de um estudo do Grupo FarmaBrasil, que não esconde a preocupação com essa tendência.

O levantamento compara o fluxo de importação de medicamentos nos anos de 2010 e 2020. De dez anos para cá, a participação de produtos estrangeiros no volume de compras da rede pública saltou de 35,7% para 48,4%. E a situação claramente se agravou a partir da pandemia.

“Essa diminuição está atrelada à pressão por medicamentos de alta complexidade e pelos custos crescentes nas compras governamentais. Em paralelo, convivemos com a ausência de políticas públicas para desenvolver as farmacêuticas brasileiras frente às novas técnicas”, comenta o presidente da entidade, Reginaldo Arcuri.

Como consequência, o dirigente enxerga defasagens crônicas na viabilização de medicamentos avançados com uso de tecnologia nacional. “Por outro lado, percebemos um empenho da indústria brasileira na concepção de medicamentos que utilizam engenharia genética nas células. Os anticorpos monoclonais podem abrir caminho para o tratamento de diversas doenças como o câncer”, ressalta.