Por Nikkei Asia, Valor — Pequim
10/03/2023 01h47 Atualizado há 2 horas
O presidente chinês, Xi Jinping, foi empossado para seu terceiro mandato nesta sexta-feira, algo sem precedentes na história da China, abrindo caminho para que ele posso governar por toda a vida.
Milhares de delegados ao Congresso Nacional do Povo (NPC) em Pequim votaram pela nomeação de Xi como presidente e chefe das Forças Armadas. O processo foi formalidade no parlamento depois que Xi, de 69 anos, foi confirmado em outubro como chefe do Partido Comunista em um congresso que ocorre duas vezes por década.
Em Pequim, os delegados do Grande Salão do Povo também votaram em um novo vice-presidente, o então vice-primeiro-ministro sênior Han Zheng. O grupo também aprovou uma lista de reformas, incluindo a criação de um novo órgão fiscalizador do setor financeiro que pode anunciar restrições mais rígidas.
Também na sexta-feira aconteceu a confirmação de um novo primeiro-ministro e do gabinete. O encerramento do NPC está previsto para ocorrer na segunda-feira.
Li Qiang, o ex-chefe do partido em Xangai, que supervisionou o exaustivo lockdown de dois meses da capital financeira no ano passado, se tornou o primeiro-ministro, o segundo posto mais importante na China depois do ocupado por Xi.
Li está entre uma lista de rostos novos no poderoso Comitê Permanente do Politburo, chefiado por Xi, que recheou seu círculo próximo com partidários. O NPC cancelou anteriormente um limite de dois mandatos, o que abriu caminho para Xi garantir o terceiro.
Quando o NPC começou, no domingo, a China anunciou uma meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2023 em “cerca de 5%”. Isso segue uma expansão de 3% em 2022 – uma das taxas de crescimento mais lentas do país desde a década de 1970 e bem abaixo da meta oficial de 5,5%.
A segunda maior economia do mundo foi atingida por restrições referentes à covid-19 a partir de 2020, uma desaceleração do mercado imobiliário e uma queda nas exportações que também cobraram seus preços.
A nova referência de crescimento foi anunciada por Li Keqiang, o primeiro-ministro que está de saída, ao expor as prioridades econômicas da China e um novo orçamento. Isso incluiu mais gastos com defesa, num momento de tensões com os Estados Unidos, atritos com Taiwan e incertezas ligadas à guerra na Ucrânia.
Fonte: Valor Econômico

