27/01/2023 05h01 Atualizado há 4 horas
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Com a pandemia de covid-19, o diferencial de crescimento entre as duas maiores economias do mundo caiu para menos de 1 ponto percentual no ano passado, quando o PIB dos EUA cresceu 2,1% e o da China aumentou 3%. Trata-se da menor diferença desde pelo menos 1989, quando a economia americana se expandiu 3,7% e a chinesa, 4,2%.
O resultado do PIB chinês em 2022 foi o segundo pior em 40 anos e ficou bem abaixo da meta de Pequim para o ano de cerca de 5,5%, mesmo assim, o presidente da China, Xi Jinping, pode se vangloriar que ganhou a disputa com o presidente americano Joe Biden.
Ao longo de 2022, diante do impacto na atividade dos recorrentes lockdowns da política de covi-zero de Pequim, economistas privados foram gradativamente rebaixando suas previsões para o PIB chinês, com alguns passando ver a possibilidade do crescimento da economia dos EUA superar o do gigante asiático – algo que não ocorre desde 1976. Em maio, a Bloomberg Economics chegou a prever que a economia da China cresceria apenas 2%, enquanto a previsão para o PIB americano era de uma expansão de 2,8%.
A cada sinal de desaceleração da economia, Xi aumentava a pressão sobre autoridades econômicas e financeiras e governos provinciais para darem mais suporte ao crescimento, apesar do freio à atividade decorrente da política de covid-zero. O objetivo de Xi era garantir que o crescimento do PIB chinês continuasse a superar o dos EUA, o que ele conseguiu por hora. Mas economistas alertam que a China sofre de um declínio econômico de longo prazo, como consequência do rápido envelhecimento de sua população, redução da força de trabalho e das restrições cada vez maiores ao acesso das empresas chinesas à tecnologia ocidental por questões de segurança.
A expectativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de analistas é de que o crescimento econômico chinês não deverá passar de cerca de 4% até o fim da década.
Fonte: Valor Econômico


