Por Dow Jones — Washington
26/01/2023 10h12 Atualizado há 23 horas
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está fortemente inclinado a escolher a vice-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Lael Brainard, para se tornar a próxima chefe do Conselho Econômico Nacional, de acordo com funcionários do governo e outros familiarizados com o assunto. Isso acontece em um período crucial para a economia dos EUA, em meio às preocupações com a recessão e enquanto o presidente se prepara para buscar a reeleição.
Uma decisão final ainda não foi tomada, disseram as autoridades, acrescentando que Biden está realizando entrevistas com vários candidatos. Brian Deese, atual diretor do conselho, está planejando deixar o cargo depois de mais de dois anos na posição, disseram as fontes. Ele não marcou uma data para deixar o governo, disse uma das autoridades.
O diretor do Conselho Econômico Nacional atua como o principal conselheiro econômico do presidente e desempenha um papel central na formulação de uma série de decisões políticas. A nomeação de Brainard, 60, colocaria uma economista com ampla experiência em política doméstica e internacional em uma posição de destaque em um momento em que a economia está esfriando sob o peso da alta inflação, do aumento das taxas de juros, das consequências globais da pandemia de covid-19 e da crise da Rússia.
Chamar Brainard abriria uma vaga no Fed, que enfrenta decisões difíceis sobre o quanto aumentar as taxas de juros para controlar a inflação. Mas o controle de 51 votos dos democratas no Senado tornaria a confirmação de seu sucessor uma tarefa mais fácil do que durante os dois primeiros anos do governo. Alguns assessores acreditam que transferi-la para a Casa Branca vale o risco de uma luta de confirmação do Fed, disseram algumas das pessoas, argumentando que precisam de um chefe forte do conselho no que consideram um ano crítico para a economia dos EUA.
Ao se mudar para o conselho, Brainard poderia ocupar uma posição melhor para eventualmente suceder Janet Yellen como secretária do Tesouro, disse Krishna Guha, analista da Evercore ISI. Brainard não comentou.
Outros possíveis candidatos para o papel-chave na formulação de políticas econômicas incluem Sylvia Mathews Burwell, que liderou o Escritório de Administração e Orçamento e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos durante o governo Obama. Burwell é presidente da American University desde 2017. Um porta-voz da American University não respondeu a um pedido de comentário.
Fonte: Valor Econômico


