O volume de vendas no varejo restrito subiu 0,6% em fevereiro, perante o mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (15). Em janeiro, o comércio teve alta de 0,4%.
O resultado de fevereiro veio abaixo da mediana estimada pelo Valor Data, apurada junto a 24 consultorias e instituições financeiras, que era de crescimento de 1%. O intervalo das projeções ia de queda de 0,3% a alta de 3,3%.
Na comparação com fevereiro de 2025, o varejo restrito avançou 0,2%, resultado menor que o esperado. A expectativa mediana do Valor Data era aumento de 1,2%, com intervalo entre recuo de 0,3% e aumento de 4%.
O comércio restrito acumula elevação de 1,4% no resultado acumulado em 12 meses até fevereiro. Em 2026, até fevereiro, a alta acumulada é de 1,5%.
Incluindo as vendas de veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo, o rampliado subiu 1% em fevereiro, perante o mês anterior, quando houve alta de 0,9%.
O resultado de fevereiro veio abaixo do esperado pelo mercado, segundo a mediana do Valor Data, de crescimento de 1,7%. O intervalo das projeções ia de queda de 0,1% a elevação de 4,4%.
Ante fevereiro de 2025, o volume de vendas do varejo ampliado cedeu 2,2%. A expectativa mediana, pelo Valor Data, era de retração de 0,9%. As projeções variavam de baixa de 2,4% a incremento de 1,8%.
Tanto o varejo restrito quanto o varejo ampliado registraram em fevereiro um novo patamar recorde da série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2000.
O desempenho das vendas em fevereiro foi dividido entre as oito atividades que compõem o varejo restrito, que exclui segmentos como veículos e material de construção de janeiro para fevereiro. Ante o segundo mês de 2025, foram cinco das oito atividades com queda.
Na passagem mensal, registraram aumento das vendas os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%), combustíveis e lubrificantes (1,7%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%).
Por outro lado, ficaram no campo negativo equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%).
Considerando o comércio varejista ampliado, veículos e motos, partes e peças subiram 1,6% e material de construção aumentou 0,5%.
Fonte: Valor Econômico