A taxa de desemprego no país foi de 5,8% no trimestre móvel encerrado em junho. Foi a menor taxa de desemprego do país da série histórica para esse dado, iniciada em 2012, informou nesta quinta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Assim, o resultado ficou abaixo do verificado no trimestre anterior, encerrado em maio (6,2%), detalhou o IBGE na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A taxa também ficou abaixo do resultado de igual período de 2024 (6,9%).
O resultado ficou abaixo da mediana das expectativas de 24 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor, que apontava para uma taxa de 6% no trimestre móvel encerrado em junho. O intervalo das projeções ia de 5,8% a 6,1%.
No trimestre encerrado em junho, o país tinha 6,3 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. O número aponta retração de 17,4% frente ao trimestre anterior, encerrado em maio (menos 1,3 milhão de pessoas), e queda de 15,4% frente a igual período de 2024 (menos 1,1 milhão de pessoas).
Entre maio e junho, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 102,3 milhões de pessoas, também recorde da série histórica do IBGE. Isso representa um avanço de 1,8% em relação ao trimestre anterior (mais 1,8 milhão de pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2024, subiu 2,4% (acréscimo de 2,4 milhões de pessoas).
Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade – estava em 108,6 milhões no trimestre móvel encerrado em junho, recorde da série histórica 0,5% a mais do que no trimestre móvel anterior encerrado em maio (mais 492 mil pessoas), e 1,2% acima de igual período do ano passado (mais 1,3 milhão de pessoas).
A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro, que é a proporção de trabalhadores informais no total da população ocupada, foi de 37,8% no trimestre encerrado em junho.
No mesmo estudo, o IBGE detalhou que, na prática, a taxa de informalidade representa ainda um contingente de 38,7 milhões de trabalhadores informais. No entanto, os pesquisadores do instituto informaram que a taxa foi a segunda menor da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Além disso, foi inferior ao verificado tanto no trimestre móvel anterior (38,0%) como em igual trimestre de 2024 (38,7%).
O IBGE detalhou também que a queda na informalidade aconteceu mesmo com elevação de 2,6% do contingente de trabalhadores sem carteira assinada, que foi para 13,5 milhões no trimestre finalizado em junho ante trimestre móvel anterior. No mesmo período comparativo, ocorreu alta de 3,8% do número de trabalhadores por conta própria com CNPJ (acréscimo de 256 mil pessoas).
Por sua vez, o instituto informou também que o contingente de desalentados no trimestre encerrado em junho foi de 2,8 milhões, o menor nível desde 2016. Ocorreram recuos de 13,7% frente ao trimestre de janeiro a março de 2025, e de 14,0% em relação a abril a junho de 2024, detalhou ainda o IBGE.
Os desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho e que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga.
Fonte: Valor Econômico