14 Mar 2023
O colapso do Silicon Valley Bank (SVB) fechou o mercado internacional de dívida ontem, o que levou empresas e instituições financeiras dos EUA e da Europa a adiarem, ao menos por ora, planos de novas captações. Algumas empresas brasileiras sondaram bancos de investimento para captar lá fora nas últimas semanas, mas podem ter de engavetar planos, segundo gestores e executivos de bancos. Cotações de títulos de dívida (bonds) de bancos despencaram no mercado secundário dos EUA, sinal de que novas captações devem ficar mais difíceis. No Brasil, startups e bancos digitais, como C6, Nubank e Inter correram para mostrar que não têm ligação com o banco da Califórnia, famoso por financiar empresas nascentes de tecnologia.
Captações no Brasil estão travadas
O exterior era visto como uma das válvulas de escape para o mercado de crédito doméstico, travado após o rombo da Americanas. Agora, com a crise no SVB e as dúvidas sobre seu impacto no ciclo dos juros nos EUA, fecha-se mais um caminho de captação de recursos para as empresas brasileiras.
Queda dos juros no País traria alívio
“Essa opção sai da mesa”, diz o sócio da JGP, Alexandre Muller. O que poderia trazer algum alívio ao mercado doméstico seria a queda da Selic, diz. Nos EUA, a ação rápida de reguladores, que fecharam o SVB e anunciaram que garantiriam todos os depósitos, ajudou a levar certa tranquilidade ao mercado.
BARATINHO
Também ajudou a estratégia do HSBC de assumir o braço do SVB no Reino Unido, por uma libra. Mas as incertezas persistem, em meio a relatos de corridas para saques em bancos menores no país.
Fonte: O Estado de S. Paulo


