Cidade está na 71ª posição entre as 100 maiores áreas geográficas ao redor do mundo com a maior densidade de inventores e autores científicos
Por Assis Moreira, Valor — Genebra
14/09/2022 09h31 Atualizado há 4 horas
A cidade de São Paulo fica em 71ª posição entre os 100 maiores clusters de ciência e tecnologia (C&T) globalmente – ou seja, as áreas geográficas ao redor do mundo com a maior densidade de inventores e autores científicos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14) pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI).
Isso significa para São Paulo perda de cinco posições em relação à 66ª que ocupava no relatório de 2021 e que já representava baixa também de cinco posições em relação ao ano precedente. Os clusters de ciência e tecnologia são estabelecidos através da análise da atividade de registro de patentes e publicação de artigos científicos.
O Brasil, através de São Paulo, é de toda maneira o único país na América Latina entre os 100 maiores clusters de C&T. O ranking é dominado pelo leste da Ásia — um no Japão (Tóquio) e na Coréia do Sul (Seul), dois na China (Shenzen/Hong Kong/Guangzhou e Pequim) — e o quinto nos EUA (San Jose-San Francisco).
Em proporção à população, o cluster paulista fica na 98 posição entre os 100 mais intensivos em C&T, enquanto Cambridge (Reino Unido) e Eindhoven (Holanda/Bélgica) são os líderes nesse caso. A intensidade C&T foi maior nos casos em que a atividade de patenteamento impulsionou a produção de um cluster, de forma que 20 dos 25 maiores clusters derivaram a maior parte de sua produção de patentes.
“Os clusters locais de inovação são essenciais para a vitalidade dos ecossistemas nacionais de inovação, portanto identificá-los nos ajudará a entender onde e como a inovação está acontecendo, e promover a atividade inovadora como um poderoso catalisador para empregos, investimentos e crescimento”, afirmou o diretor-geral da OMPI, Daren Tang, em comunicado.
“Além dos clusters de excelência há muito identificados nos EUA, Europa, Japão e Coreia do Sul, vemos novos focos de C&T na Ásia Oriental, particularmente na China, mas também em outras economias de renda média, inclusive no Brasil, Índia, Irã, Turquia e em outros lugares”, acrescentou Tang.
A OMPI menciona também clusters no Rio de Janeiro e Porto Alegre, mas sem determinar o ranking exato.
Pela primeira vez, a China tem tantos cluster de C&T quanto os EUA (21 cada) entre os 100 com maior produção científica. A Índia tem quatro, a Turquia tem dois e a Rússia, um.
O Índice Global de Inovação será publicado integralmente no dia 29 pela OMPI.
Fonte: Valor Econômico