Em carta mensal divulgada nesta quarta-feira, a Santander Asset Management Brasil (SAM) afirma que segue com visão construtiva para os mercados locais de renda fixa e renda variável.
Depois de um janeiro bastante positivo para os ativos de risco brasileiros, com forte elevação do Ibovespa, recuo da curva de juros nominal e valorização do real ante o dólar, a gestora de recursos do Santander avalia que fevereiro terá drivers de alta para os dois primeiros mercados, mas adota posição neutra para o câmbio.
No primeiro mês do ano, a Asset aponta que aumentou o posicionamento aplicado em juros prefixados e vendido em inflação implícita, ao mesmo tempo em que reduziu alocação em ativos atrelados à inflação.
“Apesar da evolução menos favorável dos ativos atrelados à inflação no período, a forte queda da curva de juros nominal contribuiu de forma positiva para o nosso resultado”, diz a instituição, que possui R$ 411 bilhões sob gestão.
Já sobre o mercado acionário, a SAM observa que continuou com visão favorável para essa classe de ativos, tanto local quanto globalmente. Em termos setoriais, ampliou a alocação no segmento financeiro e diminuiu a exposição ao setor de bens de capital e transportes.
Para o mês atual, a Santander Asset diz enxergar “prêmios atrativos” nas curvas de juros, diante da precificação atual de que o ciclo de redução da Selic terá início em março. A instituição menciona a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) vai retomar o ciclo de cortes dos juros no decorrer do ano, enquanto, no Brasil, a inflação evolui de forma construtiva e a atividade está em trajetória de moderação.
Em relação à Bolsa, a gestora avalia que a continuidade do fluxo global de investimentos para mercados emergentes e a redução do juro básico nos próximos meses devem favorecer o Ibovespa. A Santander Asset estima que a Selic vai terminar 2026 em 12,5% ao ano.
Fonte: E-Investidor
