
O roubo das chamadas canetas emagrecedoras chegou a tal ponto que algumas varejistas do setor farmacêutico estão adotando estratégias para driblar os prejuízos. A RaiaDrogasil, por exemplo, escolhe a dedo as lojas que vendem Mounjaro, Ozempic e outras marcas. Com os preços variando entre R$ 1,4 mil e R$ 3,1 dependendo da dosagem no caso do Mounjaro, as caixas com quatro ampolas viraram algo fácil da bandidagem.
Overdose – Para se ter ideia do tamanho do problema, só em uma loja, localizada no bairro da Pompeia, zona Oeste da capital paulista, a média de roubos destes produtos chegou a um por semana. No caso da Drogaria São Paulo há dificuldades para se encontrar os medicamentos em bairros como o Mooca e Tatuapé, ambos na zona Leste.
Seletivos – As canetas viraram o item favorito dos meliantes. “Sabemos de casos em que os bandidos sequer pegam dinheiro no caixa, não levam celulares de funcionários ou clientes e não roubam produtos com alto valor agregado como itens de beleza”, diz um executivo do setor.
Caixa Forte – Diante do quadro, a RaiaDrogasil vem optando pela comercialização em lojas de shopping ou instaladas em pequenos centros comerciais. “A segurança ou vulnerabilidade do ponto de venda virou parâmetro para as drogarias”, diz a fonte.
Perdendo Peso – A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, afirma que o número de ocorrências vem caindo na capital e no estado. Em 2025 foram 188 ocorrências no estado e 103 na capital. Mas, só nos dois primeiros meses deste ano, os números foram 159 e 63 ocorrências registradas no estado e na capital, respectivamente.
Receituário – Em nota, a Lilly do Brasil, fabricante do Mounjaro, diz que acompanha com atenção os relatos relacionados à segurança no varejo farmacêutico e que esse cenário reflete um desafio mais amplo de segurança pública, cuja responsabilidade de prevenção e combate cabe às autoridades competentes. “Não comprar remédios sem prescrição médica e acompanhamento adequado” também ajuda a tratar o problema, receita a companhia
Pela internet – A Lilly que criou um programa de descontos para incentivar as compras onlines. Certamente mais seguras. Já a Novo Nordisk, responsável pelo outrora badalado Ozempic, disse que não comenta temas relacionados à segurança pública. RaiaDrogasil e Drogaria São Paulo preferiram não se manifestar.
Esta notícia foi publicada naBroadcast+no dia 06/05/2026, às 14:45
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Fonte: Estadão