Grupo de saúde e cuidados pessoais, do qual fazem parte os produtos farmacêuticos, teve alta de 1,49% e foi a classe de despesa que mais pesou para o IPCA
Por Lucianne Carneiro, Valor — Rio
Com a autorização do reajuste de medicamentos, os preços de produtos farmacêuticos subiram 3,55% em abril e foram o principal impacto para a alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)no mês. O item respondeu por 0,12 ponto percentual da taxa de 0,61% do índice, ou um quinto (19,6%) da alta.
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) autorizou reajustes de até 5,60% no preço de medicamentos, com validade a partir de abril.
O grupo de saúde e cuidados pessoais, do qual fazem parte os produtos farmacêuticos, teve alta de 1,49% e foi a classe de despesa que mais pesou para o IPCA, com impacto de 0,19 ponto percentual.
Além dos produtos farmacêuticos, o grupo também teve influência do item plano de saúde, com alta de 1,20%. O índice reflete a incorporação de frações mensais dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023.
Os reajustes foram autorizados em 2022 e vão sendo aplicados mês a mês no aniversário de vencimento dos planos de saúde.
Além disso, os itens de higiene pessoal tiveram desaceleração de 0,76% em março para 0,56% no IPCA de abril, influenciados, principalmente, pelos perfumes (-1,09%).
Fonte: Valor Econômico