A economia chinesa perdeu força no terceiro trimestre, registrando seu ritmo de crescimento mais lento em um ano, o que reforça os argumentos a favor de mais estímulos por parte do governo.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, entre julho e setembro, em comparação com um crescimento de 5,2% no trimestre anterior, informou o Escritório Nacional de Estatísticas nesta segunda-feira. O resultado ficou em linha com a mediana das previsões dos economistas consultados pelo Wall Street Journal.
Nos primeiros nove meses de 2025, a economia cresceu 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, mantendo-se amplamente dentro da meta de crescimento anual do governo, que é de cerca de 5%.
Na comparação trimestral, o PIB subiu 1,1%, segundo o órgão de estatísticas.
Os dados de setembro mostraram um desempenho misto entre os principais setores. As vendas no varejo, um indicador-chave do consumo, cresceram 3,0% em relação ao ano anterior, desacelerando em relação ao aumento de 3,4% em agosto e em linha com a previsão de 3,0% da pesquisa do WSJ.
A produção industrial aumentou 6,5% em setembro na comparação anual, acima dos 5,2% registrados em agosto e superando a previsão de 5,3% da pesquisa do WSJ.
O investimento em ativos fixos caiu 0,5% nos primeiros nove meses do ano em relação ao mesmo período de 2024, revertendo um aumento de 0,5% registrado entre janeiro e agosto, refletindo a fraqueza persistente do setor imobiliário.
A taxa de desemprego urbano da China caiu ligeiramente para 5,2% em setembro, ante 5,3% no mês anterior.
Fonte: Valor Econômico


