Medicamento é utilizado para tratar adultos que apresentam riscos maiores de o vírus evoluir para caso grave
Por Rafael Vazquez, Valor — São Paulo
22/11/2022 15h15 Atualizado
Autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser vendido em farmácias nesta semana, o medicamento Paxlovid, fabricado pela Pfizer, é composto por comprimidos de nirmatrelvir e ritonavir embalados e administrados juntos.
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Ele é utilizado para tratar covid em adultos que apresentam riscos maiores de o vírus evoluir para um caso grave.
Porém, não é indicado para quem já esteja precisando de oxigênio suplementar, o que representa um estágio mais avançado que exige hospitalização.
O Paxlovid é essencialmente um antiviral que tem o objetivo de preservar o organismo e impedir o agravamento da doença.
O momento ideal para o seu uso é na fase inicial da infecção, preferencialmente entre o primeiro e o quinto dia desde o surgimento dos sintomas.
Segundo a Anvisa, a posologia – número de vezes e quantidade – recomendada é de 300 mg de nirmatrelvir (dois comprimidos de 150 mg) com 100 mg de ritonavir (um comprimido de 100 mg), todos tomados juntos por via oral, duas vezes ao dia, durante cinco dias.
O medicamento deve ser administrado assim que possível, após o resultado positivo do teste diagnóstico para o Sars-CoV-2 e avaliação médica, e no prazo de cinco dias após o início dos sintomas.
Em relação ao preço, a Pfizer não informou qual será o valor de referência do Paxlovid para as farmácias brasileiras. A empresa informou apenas que “iniciará o processo de importação do medicamento para posterior comercialização, o que buscará fazer de forma mais célere possível”.
Vale consultar um médico antes de sair para comprar o medicamento, inclusive porque as farmácias são orientadas a pedir a prescrição médica.
Segundo a bula da Pfizer, o Paxlovid impede que o vírus se multiplique nas células e que se dissemine no corpo, o que pode ajudar o paciente a melhorar mais rapidamente.
O nirmatrelvir, um dos comprimidos que vem na embalagem, é ativo contra o vírus que causa a covid. Já o ritonavir prolonga o efeito terapêutico do nirmatrelvir.
O ritonavir, um dos comprimidos que formam o Paxlovid, é usada para tratamento de HIV e faz parte da classe de inibidores de protease, substâncias capazes de inibir a ação de enzimas associadas à replicação viral. Ou seja, tem a função de conter o avanço da doença.
A recomendação da OMS é que o Paxlovid seja utilizado em pacientes com quadros leves e moderados que tenham maior propensão para que a doença evolua para casos graves.
Entre os possíveis efeitos colaterais, o medicamento pode causar reações alérgicas como anafilaxia e outras reações de hipersensibilidade.
Ele é contraindicado para pessoas com problemas hepáticos e crianças. Também não é indicado para mulheres grávidas, segundo a bula do Paxlovid.
Fonte: Valor Econômico