Os contratos futuros de ouro encerraram em queda nesta terça-feira, pressionados pelo avanço do petróleo e da consequente alta nos rendimentos dos Treasuries e do dólar no exterior. O impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã voltou a adicionar o prêmios de risco e contaminou o humor do mercado, que havia registrado melhora nos últimos dias. Neste contexto, o mercado passa a precificar, cada vez mais, uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para junho encerraram em queda de 0,89%, cotado a US$ 4.686,7 por onça-troy.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo com o Irã é “incrivelmente frágil” e chamou de “lixo” a contraproposta do país para encerrar o conflito. O armistício entre as partes já mostrava-se fraco à medida que ambas o desrespeitaram em diferentes ocasiões no decorrer das últimas semanas. O petróleo, por consequência, sobe mais de 3% hoje.
A ferramenta “FedWatch” do CME Group mostra que as apostas do mercado já precificam que o próximo movimento do banco central americano será uma alta dos juros, já em março do ano que vem. A perspectiva de um choque de energia mais longevo e a aproximação do barril de petróleo do patamar de US$ 100, mais uma vez, induziram os agentes financeiros a esperarem uma política monetária mais restritiva, o que prejudica ativos que não pagam rendimentos, como o ouro.
Fonte: Valor Econômico


