O ouro voltou a renovar máximas históricas nesta segunda-feira (12), superando pela primeira vez o patamar de US$ 4.600 por onça-troy, em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados globais. O movimento reflete uma combinação de incertezas políticas nos Estados Unidos, dados econômicos mais fracos e novos focos de tensão geopolítica.
Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com vencimento em fevereiro encerraram em alta de 2,53%, a US$ 4.614,7 por onça-troy.
Entre os fatores que impulsionaram o rali está a investigação envolvendo o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell. O caso reacendeu especulações sobre uma eventual mudança antecipada no comando do banco central americano, aumentando a percepção de risco em relação à condução da política monetária.
O movimento também foi reforçado por indicadores recentes da economia americana que sugerem um arrefecimento do mercado de trabalho, o que alimenta apostas em uma flexibilização mais rápida da política monetária nos Estados Unidos.
No cenário internacional, novas tensões envolvendo Irã e Venezuela voltaram a sustentar a busca por ativos considerados seguros.
Para o Standard Chartered, a atual combinação de incerteza política, riscos geopolíticos e mudanças no cenário macroeconômico reforça o papel do ouro como ativo estratégico nas carteiras. Já o HSBC avalia que o impulso recente pode levar o metal a US$ 5.000 por onça no primeiro semestre de 2026, embora alerte para maior volatilidade e correções ao longo do caminho.
O banco britânico destaca ainda que a demanda por proteção tem sido estimulada por um dólar mais fraco, déficits fiscais elevados e pela expectativa de continuidade das compras de ouro por bancos centrais, mesmo que em ritmo inferior ao observado nos últimos anos.
Com informações do Valor PRO, serviço de tempo real do Valor Econômico
Fonte: Valor Investe


