A empresa deve reportar maiores pressões pré-operacionais relacionadas ao alto volume de aberturas de lojas esperadas para o trimestre, concluiu o banco
Por Cristiana Euclydes, Valor — São Paulo
06/03/2023 11h49 Atualizado há 17 horas
O J.P. Morgan cortou seu preço-alvo para Pague Menos de R$ 8,50 para R$ 5, potencial de alta de 53% ante o valor negociado no momento na B3, e reiterou recomendação de compra, ao ajustar seu modelo antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2022, que devem mostrar tendências piores.
Para o banco, a Pague Menos deve reportar maiores pressões pré-operacionais relacionadas ao alto volume de aberturas de lojas esperadas para o trimestre e potencial canibalização da expansão recente, mais alavancagem e capital de giro pressionados após a aquisição da Extrafarma e suas iniciativas de recuperação.
Além disso, a administração deve atualizar sobre a integração e as sinergias da aquisição da Extrafarma, diz o banco. Nesse contexto, segundo o J.P. Morgan, além dos resultados operacionais, o foco deve estar na geração de fluxo e caixa livre e no nível de alavancagem, já que o varejo de medicamentos é um negócio de margem estreita em um ambiente de juros altos e a empresa executa uma reviravolta em um ativo considerável para seu tamanho.
Segundo o banco, apesar de manter uma postura positiva ante a Pague Menos, a visibilidade dos resultados do médio prazo agora é menor, reconhecendo que o risco de execução é maior no ambiente atual. O banco cortou sua projeção de lucro por ação em 76% para 2023 e 54% para 2024.
O J.P. Morgan diz ainda que a resiliência do setor farmacêutico é um ponto positivo, pois apesar de enfrentar duras bases de comparação com o período em que as vendas do setor ainda eram impulsionadas por produtos relacionados à covid-19, o ritmo de crescimento do mercado deve permanecer saudável em cerca de 10%, dividido de forma um tanto igual entre preço e volume.
Fonte; Valor Econômico