Por Associated Press e Valor — Joanesburgo
24/08/2023 08h05 Atualizado há 5 horas
Irã e Arábia Saudita estão entre os seis países convidados a se unir a Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul no Brics no próximo ano, anunciou o bloco nesta quinta-feira. Emirados Árabes Unidos, Argentina, Egito e Etiópia também estão preparados para virarem integrantes do Brics em 2024.
O bloco foi criado em 2009 como um grupo de economias de mercados emergentes e se transformou em uma das principais vozes para mais representação do mundo em desenvolvimento e do Sul Global nas questões mundiais.
Atualmente, o Brics representa 40% da população mundial e mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Mas esses números crescer com a chegada dos novos membros.
Os atuais membros chegaram a acordo sobre os detalhes finais da expansão do bloco após dois dias de conversações em Joanesburgo, embora o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, tenha dito que a ideia estava a ser trabalhada há mais de um ano.
Em mensagem em rede social, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva deu as boas-vindas para osnovos seis países no Brics.
É a segunda vez que o Brics decide aumentar de tamanho. O bloco foi formado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China. A África do Sul foi adicionada em 2010. Até recentemente, a inclusão do Irã, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos em uma mesma organização econômica ou política teria sido impensável, à medida que as tensões aumentaram após o colapso do acordo nuclear de Teerã de 2015 e uma série de ataques atribuídos ao país desde então.
No entanto, à medida que passou a pandemia de covid-19, os Emirados Árabes tornaram-se os primeiros a reatar relações diplomáticas com o Irã, após ataques com mísseis a Abu Dhabi reivindicados pelos rebeldes houthi do Iêmen, apoiados pelo Irã.
Em mensagem online, o líder dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan, saudou o anúncio do Brics e disse que seu país se juntaria a um “grupo importante”. “Esperamos um compromisso contínuo de cooperação para a prosperidade, dignidade e benefício de todas as nações e pessoas ao redor do mundo”, disse o xeque em rede social.
Fonte: Valor Econômico