A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,28% em novembro, após alta de 0,24% em outubro e de 0,41% em novembro de 2022, informou Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o menor resultado para um mês de novembro desde 2018, quando o IPCA registrou deflação de 0,21%.
A taxa também ficou 0,02 ponto percentual (p.p.) abaixo da mediana das projeções de 39 instituições financeiras e consultorias, ouvidas pelo Valor Data, de alta de 0,30%, com intervalo de projeções de 0,24% a 0,38%.
Com a taxa de novembro, a inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses foi de 4,68%, ante 4,82% até outubro. Para esse resultado, a mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data era de 4,70%, com projeções entre 4,60% e 4,79%.
O IPCA acumulado em 12 meses está acima do centro da meta inflacionária estabelecida pelo Banco Central (BC) de 3,25% para 2023, mas dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. No ano até novembro, a alta acumulada é de 4,04%.
O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além das cidades de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Das nove classes de despesas usadas para cálculo do indicador oficial de inflação, houve muadnça de rumo entre outubro e novembro em artigos de residência (de 0,46% para -0,42%) e vestuário (de 0,45% para -0,35%). Com alta menos marcada, apareceram transportes (de 0,35% para 0,27%), saúde e cuidados pessoais (de 0,32% para 0,08%) e educação (de 0,05% para 0,02%). Comunicação aprofundou o ritmo de queda (de -0,19% para -0,50%).
Por outro lado, o grupo alimentação e bebidas – que ao lado de transportes é o de maior peso no cálculo do IPCA – teve aceleração, de 0,31% em outubro para 0,63% em novembro. Entre os grupos, foi o de maior influência no IPCA de novembro, com 0,13 ponto percentual da taxa de 0,28% do índice geral.
Também registraram taxas maiores de inflação em novembro as classes habitação (de 0,02% para 0,48%) e despesas pessoais (de 0,27% para 0,58%).
A inflação se espalhou menos pelos itens que compõem o IPCA em novembro. O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e atividades que tiveram aumento de preços, caiu para 51,7% no penúltimo mês de 2023, de 52,5% em outubro, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.
Excluindo alimentos, grupo considerado um dos mais voláteis, o indicador também mostrou uma menor abrangência das altas de preços, de 48,8% para 46,4%.
A média dos cinco núcleos do IPCA monitorados pelo Banco Central (BC) caiu para 0,18% em novembro, ante 0,26% um mês antes, segundo cálculos da MCM Consultores.
No IPCA acumulado em 12 meses, a média dos cinco núcleos também recuou, de 4,71% para 4,56%.
A meta de inflação perseguida pelo BC é de 3,25% em 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Fonte: Valor Econômico


