Taxa, contudo, é a menor para o mês desde 2019. Em 12 meses, indicador teve elevação de 6,85%
Por Lucianne Carneiro, Valor — Rio
25/10/2022 09h03 Atualizado há 21 horas
Dado Galdieri/Bloomberg
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,16% em outubro, após queda de 0,37% em setembro, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em outubro de 2021, o IPCA-15 tinha subido 1,20%. A taxa é a menor para um mês de outubro desde 2019, quando tinha avançado 0,09%. Ainda assim, a alta veio após dois meses de deflação.
O resultado ficou acima da mediana das 32 projeções de analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que estimavam alta de 0,09% em outubro. O intervalo das estimativas era de queda de 0,04% a aumento de 0,22%.
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A gasolina foi a principal pressão para baixo do IPCA-15 em outubro, com queda de 5,92% do preço e impacto negativo de 0,29 ponto percentual.
Em 12 meses, o IPCA-15 ficou em 6,85% em outubro, ante 7,96% no acumulado até setembro. O resultado ficou acima da mediana das estimativas do Valor Data, que era de 6,78%, com intervalo entre 6,64% e 6,98%. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC) para 2022 é de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual, para baixo ou para cima.
O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos, abrangendo nove regiões metropolitanas, além de Brasília e do município de Goiânia. A diferença em relação ao IPCA está no período de coleta e na abrangência geográfica.
Grupos
Das nove classes de despesas usadas para cálculo do IPCA-15, alimentação e bebidas mudaram de direção entre setembro e outubro (de -0,47% para 0,21%) e educação subiu mais (de 0,12% para 0,19%).
Outros dois grupos reduziram o ritmo de queda: transportes (de -2,35% para -0,64%) e comunicação (de -2,74% para -0,42%).
Houve abrandamento na trajetória de alta em habitação (de 0,47% para 0,28%), vestuário (de 1,66% para 1,43%), saúde e cuidados pessoais (de 0,94% para 0,80%) e despesas pessoais (de 0,83% para 0,57%). Artigos de residência passaram a registrar baixa (de 0,24% para -0,35%).
Entre as classes de despesas, o maior impacto para a alta veio de saúde e cuidados pessoais, com variação de 0,80% e influência de 0,10 pontos percentuais. Por outro lado, o grupo transportes teve queda de 0,64% por causa dos combustíveis e impacto negativo de 0,13 ponto percentual no mês.
Mais uma vez foram os combustíveis que puxaram o recuo dos preços de transportes. Os combustíveis tiveram retração de 6,14% nos preços, com destaque para gasolina (-5,94%) e etanol (-9,47%) e recuo também em óleo diesel (-3,52%) e gás veicular (-1,33%).
Individualmente, a maior pressão negativa para o IPCA-15 de outubro foi da gasolina, com impacto de negativo de 0,29 ponto percentual.
Difusão
A prévia da inflação oficial brasileira se espalhou mais pelos produtos e serviços que compõem o IPCA-15 em outubro.
O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços no período, subiu para 62,7% neste mês, vindo de 59,9% no anterior, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.
Sem alimentos, um dos grupos considerados mais voláteis, o indicador mostrou menor abrangência das altas de preços, de 67,8% para 60,5%.
Núcleos
A média dos cinco núcleos do IPCA-15 monitorados pelo BC teve uma leve alta, de 0,46% em setembro para 0,47% em outubro, segundo cálculos da MCM Consultores.
No acumulado em 12 meses, a média dos cinco núcleos recuou de 10,18% para 9,79%.
Fonte: Valor Econômico
