A Indonésia tornou-se o mais novo membro do grupo BRICS de nações em desenvolvimento, em um movimento que pode fortalecer ainda mais o Sul Global, à medida que as políticas comerciais de Donald Trump representam riscos à economia mundial.
O Brasil, que preside o bloco neste ano, anunciou na segunda-feira a entrada formal da Indonésia como membro pleno do BRICS, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores. A entrada foi aprovada por unanimidade pelos países do grupo.
“O BRICS é uma plataforma importante para a Indonésia fortalecer a cooperação Sul-Sul, garantindo que as vozes e aspirações dos países do Sul Global sejam ouvidas e representadas nos processos de tomada de decisão global,” afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Indonésia em um comunicado separado nesta terça-feira. “Estamos totalmente comprometidos em trabalhar com todos os membros do BRICS, ou com outras partes, para concretizar a criação de um mundo justo, pacífico e próspero.”
O movimento é mais um passo do BRICS — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — para expandir o grupo, que busca se posicionar como uma alternativa à ordem global liderada pelos EUA. O bloco já havia adicionado Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos em sua composição. Países como Tailândia e Malásia também demonstraram interesse em aderir.
“Com a maior população e a maior economia do Sudeste Asiático, a Indonésia compartilha com os outros membros do grupo o apoio à reforma das instituições de governança global e contribui positivamente para o aprofundamento da cooperação no Sul Global,” destacou o Brasil.
As nações em desenvolvimento se preparam para enfrentar uma onda de políticas protecionistas que Trump pode implementar assim que assumir a presidência dos EUA neste mês. Entre os principais riscos estão tarifas universais e penalidades para transações com empresas chinesas, o que pode gerar um influxo de produtos chineses para mercados emergentes.
A Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia saudou a adesão ao BRICS, afirmando que a filiação fortalecerá a “posição do país como uma potência econômica global”. Além disso, a participação deve abrir oportunidades para expandir o comércio e os investimentos entre a Indonésia e outras nações do Sul Global.
— Com assistência de Chandra Asmara e Norman Harsono.
Fonte: Bloomberg
Traduzido via ChatGPT