A inadimplência média das operações de crédito subiu 0,3 ponto percentual, para 3,5%, entre março e abril. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira.
A taxa para as empresas subiu para 2,5% em abril vinda de 2,2% em março. No mesmo período, a inadimplência das famílias avançou de 3,9% para 4,1%.
No crédito com recursos livres, a inadimplência subiu de 4,5% para 4,8%. Nos recursos direcionados, a taxa subiu de 1,5% para 1,7% entre março e abril.
Taxas de juros
De acordo com os dados do BC, a taxa de juros média anual cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito subiu 0,6 ponto percentual, para 31,7% ao ano em abril, em relação a março. Em 12 meses, houve avanço de 3,7 pontos percentuais.
A taxa cobrada das pessoas jurídicas, por sua vez, avançou 1 ponto, para 23,1% ao ano. Para as pessoas físicas, a taxa subiu 0,5 ponto para 35,8% ao ano.
Nos recursos livres, a taxa média subiu de 43,6% para 45,3% entre março e abril. No caso dos recursos direcionados, houve recuo de 12,9% para 12,2% entre os dois meses.
Já o spread, que mede a diferença entre as taxas que os bancos cobram nos empréstimos e o custo de captação desses recursos, subiu de 19,2 pontos em março para 20,2 pontos percentuais em abril.
Nas operações de crédito com pessoas físicas, o spread ficou em 24,9 pontos percentuais, 0,7 ponto acima de março. No crédito às empresas, ficou em 10,1 pontos em abril, contra 8,5 pontos no mês anterior.
Série dessazonalizada
Segundo o BC, o volume de novos empréstimos e financiamentos cresceu 3,1% em abril, na série dessazonalizada, que retira peculiaridades de um determinado período, como número de dias úteis a mais ou a menos. A comparação é com o mês anterior.
O volume passou de R$ 648,3 bilhões em março para R$ 668,2 bilhões em abril deste ano.
Para as pessoas físicas, houve alta de 0,4% na mesma base de comparação, passando de R$ 363,3 bilhões para R$ 364,8 bilhões, enquanto para as pessoas jurídicas foi registrada alta de 12,5%, de R$ 281,7 bilhões para R$ 317 bilhões.
No crédito livre total, as concessões com ajuste sazonal subiram 1,8%, de R$ 581,2 bilhões em março para R$ 591,9 bilhões em abril. No crédito direcionado, aumentaram 17%, de R$ 64,7 bilhões para R$ 75,7 bilhões.
As concessões totais, sem a dessazonalização, subiram 4,3% no mês e somaram R$ 639,9 bilhões. Para clientes corporativos os novos empréstimos subiram 6% contra o mês anterior, totalizando R$ 297,2 bilhões.
Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 342,7 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, alta de 2,9% em relação a março.
As concessões com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, subiram 2,7% para R$ 573,5 bilhões. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, aumentaram 20,5%, para R$ 66,4 bilhões.
O BC também informou que o saldo das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 0,7% em abril, para R$ 6,597 trilhões. Em 12 meses, houve alta de 11,5%.
O saldo total do crédito livre subiu 0,3% em abril, chegando a R$ 3,801 trilhões, enquanto o crédito direcionado avançou 1,1%, para R$ 2,795 trilhões.
O saldo total de crédito para as famílias aumentou 0,8% no mês, chegando a R$ 4,097 trilhões. Para as empresas, houve alta de 0,5%, para R$ 2,5 trilhões.
As projeções mais recentes do BC para o crescimento nominal do estoque de crédito em 2025 são: 7,7% para o total; 7,9% para o livre; 7,5% para o direcionado; 8% para pessoas físicas; 7,2% para pessoas jurídicas.
Fonte: Valor Econômico


