O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,42% em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), depois de ter avançado 0,36% um mês antes. O resultado de agosto ficou acima da mediana de 0,34% das estimativas dos economistas ouvidos pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (+0,20% a +0,84%). Em setembro de 2024, o IGP-M subiu 0,62%.
Com o resultado de setembro, o índice acumula alta de 2,82% nos últimos 12 meses. Esse resultado ficou acima da mediana de 2,73% das estimativas dos analistas ouvidos pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (+2,6% a +3,25%). No ano, acumula queda de 0,94%.
“Tanto o Índice de Preços ao Produtor (IPA) quanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostraram aceleração na passagem de agosto para setembro. No caso do IPA, a queda entre os Bens Finais foi menos intensa, o que favoreceu a aceleração do IPA. Já no IPC, o término do bônus de Itaipu elevou o preço da energia elétrica, que se tornou a principal influência sobre o índice que mede a variação do custo de vida.”, afirmou o economista do FGV Ibre André Braz.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou para 0,49% em setembro, após marcar 0,43% em agosto. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,02% em setembro, após baixa de 0,55% um mês antes. O índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de recuo de 0,23% em agosto para elevação de 0,05% em setembro. A taxa do grupo Bens Intermediários diminuiu 0,42% em setembro, após queda de 0,21% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) teve decréscimo de 0,25% em setembro, seguindo redução de 0,35% em agosto. O estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 1,47% em setembro, ante alta de 1,56% um mês antes.
O Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,25%, após queda de 0,07% em agosto. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, Habitação mudou de rumo (-0,19% para 1,14%), assim como Educação, Leitura e Recreação (-0,78% para 0,38%) e Transportes (-0,22% para 0,16%). Alimentação abrandou o ritmo de baixa (-0,42% para -0,29%). Saúde e Cuidados Pessoais avançou menos (0,59% para 0,07%), Despesas Diversas foram para o campo negativo (0,75% para -0,16%), mesmo movimento visto em Vestuário (0,25% para -0,15%). Comunicação desacelerou de 1,09% para 0,05%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve elevação de 0,21% em setembro, seguindo alta de 0,70% no mês antecedente. Analisando os três grupos constituintes do INCC, Materiais e Equipamentos inverteu a taxa, de 0,56% para recuo de 0,05%; a variação do grupo Serviços passou de 0,82% para 0,18%; e o grupo Mão de Obra suavizou de 0,85% para 0,54%.
Fonte: Valor Econômico


