O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,20% em janeiro de 2026, depois de subir 0,10% em dezembro de 2025, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
A variação ficou abaixo da mediana das estimativas de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 0,27%, e dentro do intervalo das projeções (0,00% a 0,50%).
Com esse resultado, o índice acumula queda de 1,11% em 12 meses, abaixo da mediana de 1,04% de recuo das estimativas colhidas pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (de -1,30% a -0,84%). Em janeiro de 2025, o IGP-DI havia registrado alta de 0,11%.
O resultado do IGP-DI em janeiro foi influenciado principalmente pelo IPC, que subiu devido a reajustes nas tarifas de ônibus urbano, taxas de água e esgoto residencial e aumentos sazonais nos preços do ensino formal, avaliou o economista do FGV Ibre Matheus Dias.
“O INCC também apresentou aceleração, impulsionado por reajustes salariais da mão de obra, associados à elevação do salário mínimo e às condições do mercado de trabalho, com destaque para Belo Horizonte. Já o Índice de Preços ao Produtor, embora tenha permanecido estável no resultado geral, registrou avanço nos preços de produtos industriais, influenciado principalmente por minerais metálicos, como o minério de ferro”, emendou Dias.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) ficou estável no primeiro mês de 2026, depois de ter avançado 0,03% em dezembro de 2025. Entre os estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,22%, ante alta de 0,08% no fim de 2025. Já o grupo de Bens Intermediários subiu 0,76% em janeiro, após registar alta de 0,12% no mês anterior. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou queda de 0,36% em janeiro, porém com maior intensidade quando comparada a taxa de dezembro, de 0,06% de recuo.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,59% em janeiro, após elevação de 0,28% um mês antes. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco apresentaram avanços nas suas taxas de variação: Transportes (0,38% para 1,18%), Alimentação (0,13% para 0,70%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,07% para 0,46%), Despesas Diversas (0,08% para 0,23%) e Habitação (0,20% para 0,23%). Em contrapartida, os grupos Vestuário (0,27% para -0,62%), Comunicação (0,02% para 0,00%) e Educação, Leitura e Recreação (1,17% para 1,16%) exibiram recuo em suas taxas de variação.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 0,72% em janeiro, depois do incremento do 0,21% no fim de 2025. Analisando os três grupos constituintes do INCC, observam-se movimentos idênticos em suas respectivas taxas de variação na transição de dezembro para janeiro: Materiais e Equipamentos subiu de 0,15% para 0,35%; Serviços avançou de 0,14% para 0,49%; e Mão de Obra acelerou de 0,29% para 1,22%.
O núcleo do IPC subiu 0,52% em janeiro, acima da taxa registrada em dezembro, de 0,33%. Dos 85 itens que compõem o índice, 41 foram desconsiderados no cálculo do núcleo: 24 apresentaram variações inferiores a 0,15%, limite inferior da banda de corte, e 17 registraram taxas acima de 0,84%, limite superior.
O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 71,29%, 10 pontos percentuais acima do resultado de dezembro, quando foi de 61,29%.
Fonte: Valor Econômico

