As ações americanas fecharam em novas máximas históricas na quarta-feira, com os ganhos das grandes empresas de tecnologia superando as renovadas preocupações com a inflação e a perspectiva de juros elevados por mais tempo por parte do Federal Reserve, de acordo com reportagem da Bloomberg.
As empresas de tecnologia de mega capitalização lideraram a alta no S&P 500, com o sentimento dos investidores impulsionado pela notícia de que executivos sênior da Nvidia, Tesla e Apple integraram a delegação empresarial do presidente Donald Trump em visita à China. A queda nos preços do petróleo também sustentou o apetite por risco [risk appetite].
O índice de referência S&P 500 avançou 0,6% no fechamento em Nova York, enquanto o Nasdaq 100 subiu 1%, impulsionado em grande parte pela força do setor de tecnologia.
A mais recente perna de alta das ações ocorre apesar das preocupações persistentes sobre as implicações econômicas do conflito no Irã. Estrategistas do HSBC afirmaram que o rali do mercado poderia continuar, à medida que a melhora no momentum [ímpeto] dos lucros e o posicionamento relativamente baixo dos investidores compensam as preocupações com os rendimentos elevados dos títulos [bond yields].
O Morgan Stanley também adotou um tom mais otimista em relação às ações americanas, projetando que o S&P 500 poderia atingir 8.300 pontos nos próximos 12 meses. O banco apontou a resiliência no crescimento dos lucros e a contínua solidez econômica como fatores de suporte para o bull market [mercado em alta] em curso.
Mike Wilson, que lidera a equipe de estratégia de ações da instituição, afirmou que os lucros permaneceram robustos apesar das tensões geopolíticas, das preocupações com os mercados de crédito privado [private credit markets] e da disrupção associada à inteligência artificial.
Enquanto isso, os dados de inflação divulgados nesta semana reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve poderá precisar manter a política monetária restritiva por mais tempo. Os preços ao produtor nos EUA subiram 6% em relação ao ano anterior em abril, superando as previsões dos economistas e registrando o maior aumento mensal desde 2022. A inflação ao produtor de núcleo [core producer inflation] — que exclui alimentos e energia — subiu 5,2% em relação ao ano anterior, seu nível mais alto em mais de três anos.
Analistas afirmaram que a alta nos preços de energia, com o petróleo negociado acima de US$ 100 por barril, está elevando as pressões de custos em toda a economia.
Clark Bellin, diretor de investimentos [chief investment officer] da Bellwether Wealth, disse que os dados mais recentes do índice de preços ao produtor reforçaram o desafio inflacionário enfrentado pelo Fed, enquanto Chris Low, da FHN Financial, observou que as empresas estão experimentando custos de insumos acentuadamente mais elevados, mesmo que esses aumentos ainda não tenham sido totalmente repassados aos consumidores.
Nos mercados de renda fixa [fixed income markets], um leilão de US$ 25 bilhões em títulos do Tesouro americano [US Treasury bonds] de 30 anos registrou forte demanda, com investidores assegurando yields [rendimentos] acima de 5% nesses vencimentos pela primeira vez desde 2007.
Entre os destaques corporativos, as ações da Ford Motor subiram após o Morgan Stanley destacar o potencial de sua divisão de armazenamento de energia para fechar acordos com empresas de tecnologia hyperscale [provedores de infraestrutura em nuvem de grande escala]. A Honeywell International também atraiu atenção após seu CEO afirmar que a demanda pelos produtos da empresa estava se beneficiando da incerteza geopolítica e da rápida adoção da inteligência artificial, às vésperas de sua prevista cisão corporativa.
No cenário internacional, Alibaba e Tencent reportaram receitas abaixo das expectativas dos analistas, evidenciando os desafios contínuos das empresas de tecnologia chinesas para converter os gastos relacionados à IA em crescimento mais robusto.
Nos mercados de câmbio, o euro recuou 0,3% frente ao dólar, enquanto o Bitcoin caiu 1,3%, sendo negociado abaixo de US$ 80.000. O petróleo West Texas Intermediate [WTI] recuou 0,8%, a US$ 101,40 por barril.
Fonte: HedgeWeek
Traduzido via Claude