Esse desempenho marcou o melhor retorno do índice desde sua criação em 2007, superando a taxa CDI local, que avançou 1,1%.
Foi também a primeira vez desde novembro que os gestores ativos de hedge funds superaram coletivamente seu benchmark, impulsionados por apostas macroeconômicas ousadas nas trajetórias das taxas de juros tanto domésticas quanto globais.
Grandes gestoras como Absolute Investimentos, Ibiuna Investimentos e Legacy Capital entregaram retornos superiores a 3%, tendo se posicionado corretamente para uma queda tanto nas taxas de swap locais quanto nos rendimentos internacionais.
A Bahia Asset Management, por sua vez, que obteve retorno de 3,2% com seu fundo Marau, lucrou com posições de juros entre mercados. A gestora continua apostando em taxas mais baixas nos EUA enquanto aposta taticamente em uma curva de juros mais inclinada no Brasil — com juros reais curtos próximos do pico e posições longas nos vértices mais distantes.
Em outras frentes, Kapitalo Investimentos e Vinland Capital permanecem posicionadas para novas altas nas taxas no Brasil, enquanto operações com moedas — especialmente posições vendidas em dólar americano — também contribuíram para o desempenho superior.
Fabiano Rios, CIO da Absolute, destacou a preferência da gestora por ações europeias e posições vendidas em dólar, à medida que o capital se afasta dos ativos dos EUA. “Ainda gostamos muito de estar vendidos em dólar”, disse Rios durante um evento em 7 de maio.
O fundo Absolute Vertex teve retorno de 4,4% em abril, enquanto a Ace Capital (+3,1%) lucrou com apostas em cortes de juros globais em meio a previsões de desaceleração do crescimento. A Adam Capital (+4,7%), por sua vez, mantém uma visão mais dura sobre o Brasil, esperando que o IPCA ultrapasse 6% sem perspectiva de cortes domésticos, e a Genoa Capital (+3,4%) prevê que o Banco Central do Brasil manterá a taxa, a menos que a inflação piore significativamente.
A Ibiuna (+3,5%) está apostando em um dólar mais fraco em relação ao euro e ao iene, além de posições amplas em juros tanto em mercados emergentes quanto desenvolvidos, enquanto a Kapitalo (+1,7%) adicionou exposição tática a taxas mexicanas, reduziu posições vendidas no yuan e no real.
A Legacy (+3,2%) sustenta uma tese de baixa para o dólar em meio a sinais de desaceleração dos EUA, e a Verde Asset (+1,8%) aumentou a exposição a criptomoedas e ouro, mantendo uma postura cautelosa em relação às ações brasileiras e globais.
Fonte: Hedgeweek
Traduzido via ChatGPT


