A ampla dispersão geográfica das ideias deste ano — em contraste com um foco mais regionalizado em 2024 — reflete um apetite crescente dos investidores por diversificação em meio à incerteza sobre tarifas, fricções geopolíticas e volatilidade impulsionada por fatores macroeconômicos.
A Flight Deck Capital, sediada em San Francisco, fez uma aposta otimista na Baidu — não pelo seu negócio tradicional de buscas, mas por sua unidade de direção autônoma, a Apollo Go, comparando-a à Waymo, da Alphabet. O fundador da Flight Deck, Jay Kahn, projetou que o mercado chinês de transporte por aplicativo chegará a US$ 237 bilhões até 2034, com a Apollo potencialmente garantindo 15% de participação — um segmento que, segundo ele, o mercado atualmente atribui valor zero.
A Apeiron Capital, com sede em Hong Kong, destacou a DiDi Global, citando a expansão das margens no negócio doméstico e o crescimento internacional agressivo, especialmente na América Latina. Já a Triata Capital chamou atenção com uma posição comprada na PDD Holdings, observando que sua plataforma de descontos, Temu, já possui mais usuários ativos mensais do que a Amazon — refletindo sua popularidade crescente entre consumidores sensíveis a preços.
Dois gestores concentraram-se no mercado de saúde em expansão da Índia. A Arisaig Partners, uma gestora sediada em Singapura, promoveu a MedPlus Health Services (NSE:MEDP), a segunda maior rede de farmácias da Índia. O sócio Vatsal Mody destacou a estratégia de marcas próprias do grupo e um pano de fundo macroeconômico favorável, com baixa inflação e aumento do consumo da classe média como principais motores de desempenho acima da média.
Já a Panvira Management, hedge fund indiano, apoiou a Piramal Pharma, uma empresa CDMO (organização de desenvolvimento e manufatura por contrato) posicionada para se beneficiar tanto da aceleração da receita quanto da normalização tributária. A gestora espera que o crescimento atinja níveis acima de 15%, à medida que aumenta a demanda por serviços farmacêuticos terceirizados.
Refletindo as tensões geopolíticas crescentes, vários fundos apresentaram ideias focadas em defesa e energia nuclear. O veículo da MY.Alpha Management focado na Coreia destacou a Hyundai Engineering & Construction, ressaltando seu papel central na cadeia de suprimentos nuclear global que exclui Rússia e China.
A Frontline Global Management, também com sede em Hong Kong, vê potencial de valorização na empresa espanhola de defesa Indra Sistemas, prevendo um aumento na obtenção de contratos militares europeus, à medida que o continente reestrutura suas forças armadas.
Temas ativistas também marcaram presença, com a Palliser Capital — hedge fund do Reino Unido com histórico de campanhas corporativas — revelando uma participação de 3% na Toyo Tire. Na conferência Sohn, a Palliser instou a fabricante japonesa de pneus a liberar US$ 900 milhões em capital excedente e a adotar metas de desempenho de excelência para desbloquear valor aos acionistas.
Seth Fischer, da Oasis Management, por sua vez, destacou uma posição contrária na Round One (TYO:4680), rede japonesa de boliche e entretenimento, prevendo uma reavaliação do valuation à medida que a empresa expande sua atuação no setor de restaurantes nos EUA, com aspirações de oferecer culinária japonesa de nível Michelin.
Fonte: HedgeWeek
Traduzido via ChatGPT


