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A Genesis Genomics, joint venture entre o Fleury e o Einstein Hospital Israelita, fechou contrato de exclusividade com a empresa americana de biotecnologia Grail para venda, no Brasil, de um exame de sangue capaz de detectar de forma precoce cerca de 50 tipos de câncer, incluindo, tumores de pâncreas, fígado e ovário que, hoje, não têm procedimentos para rastreamento.
“O Galleri é um teste de rastreamento que identifica o tumor por meio de alterações do DNA. Em caso de resultado positivo, o paciente precisar fazer outros exames específicos”, explica Paulo Campregher, CEO da Genesis Genomics.
O médico Sidney Klajner, presidente do Einstein, reforça que o Galleri “se soma às estratégias de rastreamento” do câncer e não deve ser substituído por outros tratamentos. “O teste é indicado para pessoas assintomáticas com mais de 50 anos de idade, que é um fator para aumento de casos de câncer”, disse Klajner.
Os exames estão sendo ofertados e comercializados por R$ 6.990 no Einstein e nas unidades do Fleury. Futuramente, a rede de medicina diagnóstica pretende ofertar também nas outras marcas de laboratório do grupo.
Não há cobertura do teste por planos de saúde nem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nos Estados Unidos, onde o exame foi lançada em 2021, já há iniciativas de empresas cobrindo o exame, uma vez que a prevenção ajuda na redução de custo médico ao evitar que o paciente descubra a doença em estágio avançado. A operadora de planos de saúde Priority Health, do estados de Michigan, já oferece o teste Galleri para um grupo de usuários e a seus funcionários.
Por conta disso, há demanda crescente pelo exame. “Nos Estados Unidos, em 2025, foram realizados 185 mil testes. Somente nos seis primeiros meses deste ano, já são 117 mil, um crescimento de 42% sobre o mesmo período de 2025”, afirmou Jeane Tsutsui, CEO do Fleury.
Campregher explica que o Galleri é diferente dos testes genômicos hereditários que revelam a predisposição do paciente ter uma doença. O novo exame aponta se já existe uma alteração do DNA. É preciso seguir com outros exames porque pode ter ocorrido alguma alteração molecular e o próprio sistema imunológico ter destruído.
“É recomendando que se faça esse novo exame de rastreamento uma vez por ano, após os 50 anos de idade ou em pacientes com histórico”, explicou o CEO da Genesis Genomics.
Com o envelhecimento da população brasileira, vêm aumentando os registros de câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve apurar 781 mil novos casos por ano no triênio 2026-2028.
Atualmente, a Genesis Genomics processa todos os exames genéticos de Einstein e Fleury e, agora, ganha uma nova frente de negócios com exames de rastreamento. Os dados do acordo comercial com a empresa americana não foram informados.
A receita vinda da venda dos exames Galleri subiu 30% na americana Grail, atingindo US$ 82,5 milhões.
Fonte: Valor Econômico