O mercado primário de crédito privado ensaiou uma retomada em setembro, após meses de atividade mais fraca. As emissões somaram R$ 48,1 bilhões, alta de 48,5% em relação aos R$ 32,4 bilhões de agosto, segundo levantamento da área de pesquisa do Banco ABC BrasilCotação de ABC Brasil, com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O volume, porém, ainda ficou abaixo dos R$ 57,5 bilhões registrados em setembro de 2025.
As debêntures responderam por R$ 24 bilhões, metade das emissões no mês. O restante do volume ficou concentrado em instrumentos estruturados, como certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), do agronegócio (CRAs) e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). O ABC avalia que a atividade no mercado primário ainda segue fraca, apesar dos sinais de recuperação. As ofertas em andamento somavam R$ 77,3 bilhões ao fim de setembro.
Entre as debêntures tradicionais indexadas ao CDI, as emissões chegaram a R$ 17,4 bilhões, ante R$ 11,4 bilhões em agosto, com 42% do volume distribuído ao mercado. Já as debêntures incentivadas somaram R$ 6,9 bilhões, dos quais 19% foram distribuídos.
Entre as maiores emissões de debêntures tradicionais no mês estão as da CPFL, de R$ 1,7 bilhão; Totvs, de R$ 1,5 bilhão; e Hypera, de R$ 1,35 bilhão. Nas incentivadas, a Axia Energia e a Axia Energia Sul emitiram, juntas, R$ 2,9 bilhões, enquanto a Giga Mais Fibra levantou R$ 1,35 bilhão.
Fonte: Valor Econômico