A Takeda Pharmaceuticals, do Japão, vai cortar cerca de 1 mil empregos nos Estados Unidos, incluindo o fechamento do seu centro de pesquisa e desenvolvimento em San Diego, conforme apurou o “Nikkei Asia”. A reorganização ocorre à medida que a margem de lucro da farmacêutica diminui.
A instalação em San Diego foi inaugurada em 2019, atraída pela cena de startups de biotecnologia em crescimento na cidade. O centro está previsto para ser fechado até o fim de setembro, de acordo com documentos apresentados ao Estado da Califórnia sob a Lei de Notificação de Ajuste e Requalificação de Trabalhadores. Os mais de 300 funcionários do local serão demitidos ou transferidos.
A Takeda também anunciou planos para demitir 641 trabalhadores em Cambridge e Lexington, ambas em Massachusetts. Outra redução de 220 empregos será feita no estado, conforme um aviso Worker Adjustment and Retraining Notification Act (Warn) separado.
Como muitos de seus concorrentes, a Takeda tem investido no desenvolvimento de terapias genéticas e outros tratamentos para condições raras e difíceis nos últimos anos. No entanto, isso os tornou mais dependentes de alguns sucessos estrondosos, resultando em grandes prejuízos quando suas patentes expiram.
A patente da Takeda para Vyvanse, um tratamento para TDAH, expirou nos Estados Unidos em agosto de 2023. O retorno sobre o patrimônio da empresa para o ano encerrado em março foi de 2,11%, abaixo da média de cinco anos de 4,02%, segundo o Quick FactSet.
Em maio, a Takeda anunciou planos de investir 140 bilhões de ienes (US$ 949 milhões) em reformas estruturais. Além dos planos nos Estados Unidos, a farmacêutica informou na sexta-feira(2) que oferecerá um programa de desligamento voluntário no Japão e decidirá o escopo e as divisões a serem atingidas por meio de negociações com o sindicato.
Ao mesmo tempo, a Takeda está concentrando seus recursos no desenvolvimento de produtos prioritários, como tratamentos para inflamação articular e narcolepsia. A empresa planeja colocar até seis candidatos a medicamentos em ensaios clínicos no exercício fiscal de 2024.
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Fonte: Valor Econômico