O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse em entrevista à CNBC nesta quinta-feira que a Marinha americana não pode escoltar navios pelo Estreito de Ormuz neste momento, mas ressaltou que é “bastante provável” que isso possa acontecer até o fim do mês.
Wright causou confusão nos mercados na terça-feira, quando publicou e posteriormente apagou uma postagem no X dizendo que um petroleiro havia sido escoltado com sucesso pela Marinha dos EUA.
As declarações de Wright ocorrem depois de o Irã ter atacado hoje dois petroleiros no Estreito de Ormuz, o que elevou as tensões no mercado de petróleo.
O barril do Brent, referência mundial, está sendo negociado perto dos US$ 100, apesar do anúncio de ontem da Agência Internacional de Energia (AIE), que aprovou a liberação recorde de 400 milhões de barris de suas reservas estratégias para estabilizar os mercados.
Em entrevista posterior à CNN, Wright acrescentou que o governo Donald Trump pretende trabalhar com outros países para reabrir o Estreito de Ormuz, sem dar detalhes.
Após uma reunião com líderes do G7 ontem, o presidente da França, Emmanuel Macron, também citou a possibilidade de um trabalho conjunto para garantir a segurança no estreito, mas afirmou que a operação levaria semanas para ser implementada.
Mais cedo, a AIE divulgou um relatório sobre a situação dos mercados de energia e afirmou que a atual guerra no Oriente Médio representa o maior choque de oferta de petróleo da história.
Com os ataques ao Estreito de Ormuz e à infraestrutura energética dos vizinhos, a produção dos países do Golfo Pérsico foi reduzida em pelo menos 10 milhões de barris por dia, segundo a AIE, o equivalente a quase 10% da demanda mundial.
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Fonte: Valor Econômico
