Por Valor — São Paulo
23/02/2024 12h01 Atualizado há 2 dias
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nessa sexta-feira (23) mais de 500 novas sanções contra a Rússia, aumentando as pressões sobre Moscou, enquanto o país de Vladimir Putin entra no seu segundo ano de guerra contra a Ucrânia.
Segundo o comunicado divulgado pela Casa Branca, as medidas visam atingir pessoas ligadas à prisão do ativista russo Alexei Navalny, um dos principais opositores de Putin morto na semana passada, bem como o setor financeiro da Rússia, sua base industrial de defesa, redes de aquisição e sonegadores de sanções em vários continentes.
Além disso, os EUA também vão impor novas restrições de exportação a quase 100 entidades por fornecerem apoio à Rússia e tomarão medidas para reduzir ainda mais as receitas energéticas do país. “ E direcionei minha equipe para reforçar o apoio à sociedade civil, à mídia independente e àqueles que lutam pela democracia ao redor do mundo”, acrescentou Biden.
Para ele, as punições devem garantir que “Putin pague um preço ainda mais alto por sua agressão no exterior e repressão em casa”. “Dois anos após esta guerra, o povo da Ucrânia continua lutando com tremenda coragem. Mas eles estão ficando sem munição”, alertou no comunicado.
O presidente americano criticou o impasse da ajuda militar à Ucrânia no Congresso, afirmando que o projeto deve ser votado e aprovado “antes que seja tarde de mais”.
“O Congresso sabe que ao apoiar este projeto de lei, podemos fortalecer a segurança na Europa, fortalecer nossa segurança em casa e enfrentar Putin. Se opor à medida é estar nas mãos dele”, disse Biden.
“A história está observando. O fracasso em apoiar a Ucrânia neste momento crítico não será esquecido. Agora é hora de nós ficarmos firmes com a Ucrânia e unidos com nossos Aliados e parceiros. Agora é hora de provar que os Estados Unidos defendem a liberdade e não se curvam a ninguém”, concluiu o presidente.
Fonte: Valor Econômico


